Modernismo da 1ª Feira Literária de Ribeirão Pires leva 18 mil às ruas do centro

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Pascoal da Conceição, o Dr. Abobrinha na série infantil Castelo Rá-Tim-Bum, passeou por entre a feira personificando Mário de Andrade e provocando nostalgias. Fotos: PMETRP

Nos dois dias, obra de Oswald de Andrade e centenário da Semana de 22 foram, acima de tudo, celebrados por autores, editoras e artistas de toda a região

Assim como a semana de arte moderna em 1922, há 100 anos, todas as formas de arte tiveram seu espaço na 1ª Feira Literária de Ribeirão Pires, a FLIRP.

Ela ocupou, em primeiro lugar, a região central da Estância neste fim de semana, dias 24 e 25, e atraiu mais de 18 mil pessoas.

Em cada canto um livro, uma poesia, show, intervenção artística ou debate literário.

Eles promoveram, juntos, além disso, a democratização da leitura e a celebração da obra de Oswald de Andrade, grande homenageado desta 1ª edição.

Entre as inúmeras intervenções levadas às ruas, os destaques do último dia da FLIRP ficaram por conta do intercâmbio cultural promovido pelo ballet boliviano, das mesas literárias que recepcionaram Andréa Del Fuego, mestre em filosofia e autora, e Tarsilinha do Amaral, sobrinha-neta e curadora da obra da artista modernista Tarsila do Amaral.

Mesa literária com Tarsilinha do Amaral também foi um dos destaques do último dia da FLIRP

Com shows no palco Vanguarda, Robson Miguel e Samuca e a Selva encerraram 1ª FLIRP.

Energético Show de Samuca e a Selva encerrou 1ª Feira Literária de Ribeirão Pires

Pascoal da Conceição, conhecido por seu papel de Dr. Abobrinha na série infantil “Castelo Rá-Tim-Bum”, passeou por entre a feira personificando Mário de Andrade e provocando nostalgias. “Uma cidade que faz uma feira literária, é uma cidade que está trazendo uma visão de espírito público e de sociedade. A cultura, dizem os pensadores, é tão importante quanto a nossa comida. E nós, que atravessamos essa pandemia, vimos o quão importante é termos a cultura ao nosso lado”, disse.

Veio para ficar

“A FLIRP veio pra ficar”, declarou o contente Reynaldo Bessa, músico, professor, vencedor do Prêmio Jabuti (2009) e curador da feira. “A prefeitura abraçou esse projeto com muita convicção e, por isso, a FLIRP pôde se tornar realidade, sobretudo com essa proporção. Com esse movimento, fomos capazes de estimular a leitura e aproximar os munícipes do verdadeiro significado deste objeto que é o livro. A FLIRP mostrou que é possível juntar forças e fazer acontecer”, concluiu.

Para a Secretária de Educação e Cultura (Secult), Rosí Ribeiro de Marco, a FLIRP sedimenta Ribeirão Pires, por exemplo, como uma cidade de interesse literário.

“Toda a celebração à cultura e ao modernismo de Oswald de Andrade, nosso homenageado, promovida por essa feira, não só irradiou a leitura de forma amplamente democrática, como também foi um espaço de lazer e convivência que aproximou o cidadão com a sua própria cidade. As milhares de famílias aqui reunidas mostram isso. A partir de agora, devemos continuar trabalhando para o fomento à cultura e, também, para a realização da 2ª edição deste que já se tornou um evento histórico para Ribeirão Pires”, disse, em conclusão.

Durante a FLIRP, Ballet Boliviano Tinkus San Simon promoveu grande intercâmbio cultural

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