Ex-prefeito William Dib pronto para alta após transplante de fígado

In ABCD, Canto do Joca On
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Dr. William Dib

Joaquim Alessi

“Graças a Deus ele está excelente e deve ter alta amanhã (neste sábado, 09.12) ou domingo”, disse o médico e genro Dr. Eduardo Grecco sobre o estado de saúde do ex-prefeito, ex-deputado federal e ex-presidente da Anvisa, William Dib.

Dib submeteu-se, em primeiro lugar, a um transplante de fígado em 29 de novembro.

Um presente de aniversário, já que havia completado 77 anos quatro dias antes, no dia 25.

Segundo Eduardo, o ex-prefeito ainda ficará cerca de 30 dias em isolamento, mesmo em casa, para evitar possíveis infecções.

Histórico

Com histórico de diabetes – “na pandemia ele extrapolou, abusou do açúcar, não fez mais exames de rotina”, revelou o genro -, o quadro agravou.

“Você sabe como é médico, né?”, comentou Grecco, lembrando que “esse é o mal da maioria” na categoria.

Tinha também uma esteatose hepática que evoluiu para cirrose.

“Quando passou o período mais grave da pandemia o convencemos a fazer os exames”, contou Eduardo Grecco.

Detectada a cirrose, o receio da NASH (chamada a doença do século, provocada pela presença de gordura no fígado, associada a inflamação do órgão), foi procurado um time de peso da Medicina ABC, comandada pelos doutores Wellington Andraus e Liliana Ducatti. “Os papas nesse assunto, número um de Fígado na USP”, disse Grecco.

Fila de espera

A indicação foi para o transplante.

Dib começou a mexer na papelada entre janeiro e fevereiro e entrou na fila de espera em maio. Em seis meses, portanto, surgiu um doador.

O transplante, feito no Hospital Nove de Julho, demorou sete horas, ele ficou três dias na UTI e deve ter alta entre este sábado e domingo.

Na preparação para a cirurgia Dr. Dib fez, além disso, muita fisioterapia, exercícios, readequou a alimentação e emagreceu 13 quilos.

Em breve, teremos uma entrevista com ele para falar, por exemplo, dessa nova vida e dos planos.

Eduardo Grecco aproveitou a entrevista para ressaltar a importância de se incentivar a doação de órgãos.

“Poderíamos salvar muito mais vidas se a grande maioria das pessoas se concientizasse disso”, afrmou, em conclusão.

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