Mês da Consciência Negra: Reflexões sobre a luta contra o racismo e a busca por igualdade

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Professora da Direito São Bernardo destaca a importância do combate ao racismo e da educação como ferramenta fundamental

Novembro é marcado pela celebração da Consciência Negra, momento de reflexão sobre a história e a cultura afro-brasileira.

Além disso, sobre o persistente problema do racismo estrutural no Brasil.

A professora Clarice Assalim, da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, destaca a relevância dessa data para a conscientização e ação na luta contra o preconceito racial.

Profundo

A professora Assalim ressalta que o racismo é um problema profundo que afeta a vida de milhões de pessoas pretas ou pardas no País.

No ABCD, por exemplo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 48,2% da população são negros.

Mass, no entanto, a representatividade negra em cargos de liderança é notavelmente baixa.

Essa disparidade representa, portanto, uma das formas simbólicas do racismo que permeia a sociedade.

Para combater esse problema, a professora enfatiza que é essencial reduzir as desigualdades sociais e criar políticas públicas, incluindo ações afirmativas.

No entanto, ela destaca que o cerne da mudança reside na educação. É fundamental educar a população sobre o racismo e seus efeitos negativos.

Isso inclui o ensino da história da cultura afro-brasileira e a promoção da representatividade negra em cargos de liderança.

A professora Assalim argumenta que eliminar palavras racistas do vocabulário é importante, mas o foco principal deve ser outro.

Ou seja: erradicar o discurso racista que permeia a sociedade.

A verdadeira luta contra o racismo envolve tornar-se antirracista, o que significa não tolerar atitudes, falas, “piadas” ou comportamentos que agridam o outro com base em sua etnia.

Neste Mês da Consciência Negra, as palavras da Professora Clarice Assalim nos lembram da necessidade de ação contínua na busca por uma sociedade mais justa e igualitária, onde o respeito à diversidade seja uma realidade concreta, não apenas um ideal a ser alcançado.

É, em conclusão, um chamado para que todos se unam na luta contra o racismo e na promoção da igualdade, não apenas neste mês, mas todos os dias do ano.

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