Estudo para tratamento inovador de Covid-19 recruta pacientes internados em três hospitais do ABCD

In Canto do Joca On
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Pesquisa é realizada em universidade da Suíça e, no Brasil, testes de eficácia são conduzidos por pesquisadores do Centro Universitário FMABC

Promissor estudo europeu analisa a eficácia do tratamento de casos graves da Covid-19 com uso da medicação conestate alfa.

Ela já é utilizada para o tratamento e compensação do angioedema hereditário (doença genética) e que modula a progressão de inflamações pelo corpo.

Atualmente na fase 3, a pesquisa está, em suma, recrutando pacientes voluntários hospitalizados com a infecção pela Covid-19 em três hospitais do ABCD: Centro Hospitalar Municipal de Santo André (CHMSA), Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo.

Objetivo

O objetivo do estudo, originalmente conduzido na Universidade de Basileia, na Suíça, é, em primeiro lugar, analisar se a administração de conestate alfa por 72 horas além do padrão já utilizado em pacientes infectados pela Sars-Cov-2 reduz o risco de progressão da doença para estágios mais graves, caracterizados por lesões pulmonares e síndrome do desconforto respiratório agudo.

A pesquisa ocorre, além disso, simultaneamente em hospitais da Suíça, Brasil e México e envolverá 120 pacientes.

Responsáveis

No Brasil, os responsáveis pelos testes de eficácia e segurança do estudo são o professor do Centro Universitário FMABC, Dr. Marcelo Rodrigues Bacci, e a docente de Imunologia Clínica e coordenadora do Ambulatório de Angioedema Hereditário da FMABC, Dra. Anete Grumach, por meio do Centro de Pesquisa Médica Praxis.

Na Universidade da Basileia, o pesquisador responsável é o professor doutor Michael F. Osthoff.

A hiperinflamação sistêmica é, além disso, uma marca registrada de estágios mais graves da Covid-19, o que provoca sintomas agudos como síndrome da dificuldade respiratória, ventilação mecânica e até a morte.

Expectativa

No contexto da Covid-19, a expectativa é, da mesma forma, que o tratamento com conestate alfa possa reduzir substancialmente as chances de dano colateral nos pulmões.

“Neste momento difícil para os pacientes internados com a infecção pelo Sars-Cov-2, doença sem tratamento eficaz comprovado até agora, apenas através da pesquisa clínica conseguiremos as respostas que precisamos.  Temos outros medicamentos além do conestate sendo testados e que iniciaremos em breve. Precisamos urgentemente levar esperança através da ciência a essas pessoas”, disse o Dr. Marcelo Rodrigues Bacci, em resumo.

Interessados em participar dos estudos podem, em conclusão, entrar em contato pelo telefone (11) 2759-8377 ou pelo e-mail adm.praxis.pesquisa@gmail.com.

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