Atos em São Bernardo alertam para o combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

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Fotos: Brenner Oliveira/PMSBC

Atividade no Paço e corrida lembram o Maio Laranja e fazem alusão ao Dia Nacional de Combate a esse tipo de violência, celebrado em 18 de maio

Dois eventos neste domingo (24.05), em São Bernardo, alertaram para a importância do combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

As atividades fizeram alusão, em primeiro lugar, à campanha Maio Laranja, mobilização nacional que visa a dar visibilidade ao assunto.

Também remetem, além disso, ao 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Pela manhã, foi realizada, por exemplo, uma corrida de rua no Parque Selecta, com apoio institucional da Prefeitura de São Bernardo.

Já na parte da tarde, um ato no Paço Municipal reuniu, da mesma forma, representantes da rede de proteção.

Organizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, o ato foi realizado pelo segundo ano consecutivo.

Reuniu na Esplanada do Paço diversos setores do poder público e da sociedade civil organizada.

Todos com o objetivo de divulgar junto à população informações sobre os serviços que compõem a rede de proteção em São Bernardo.

O secretário de Desenvolvimento Social e Cidadania de São Bernardo, Henrique Kabeça, participou.

E destacou que o ato teve como objetivos a conscientização, mobilização e compromisso com a proteção das crianças e adolescentes.

“O Maio Laranja representa a luta contra a exploração e o abuso sexual infantojuvenil, uma violência cruel que precisa ser combatida diariamente por toda a sociedade”, afirmou.

Dever coletivo

Kabeça reforçou que proteger as crianças é um dever coletivo.

“Precisamos estar atentos aos sinais, acolher as vítimas, fortalecer as famílias e garantir que denúncias sejam feitas e acompanhadas com responsabilidade e humanidade”, assinalou.

“Nossa rede de proteção trabalha diariamente para assegurar direitos, oferecer atendimento especializado e promover ações de prevenção e orientação. Mas essa luta não é apenas do poder público. É das escolas, das famílias, das instituições e de cada cidadão. Não podemos nos calar diante de qualquer forma de violência. Denunciar é um ato de cuidado e proteção”, acrescentou.

A presidente do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) de São Bernardo e diretora de proteção social especial da Secretaria de Desenvolvimento Social, Elaine Fagundes de Melo, afirmou que os serviços atuam de forma articulada para o atendimento de vítimas de abuso e exploração sexual.

“Serviços como CRAM (Centro de Referência e Atendimento à Mulher), CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Conselho Tutelar, Secretarias de Educação e Saúde fazem parte dessa rede que está pronta para atender quem precisar”, declarou.

Pesquisador sobre violências na UFABC (Universidade Federal do ABC), instrutor do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) e membro do CMDCA de São Bernardo, Carlos Augusto Pereira de Almeida destacou a importância de eventos como esse para ampliar o conhecimento da população sobre os canais de apoio disponíveis.

“Eventos como esse são importantes para as pessoas saberem como as instituições funcionam, onde é possível fazer denúncias, buscar ajuda. A gente percebe no trabalho nas escolas que muitas vezes a criança, o adolescente, depois de estabelecer uma relação de confiança, traz as denúncias — e todos precisam saber o que fazer a partir disso”, concluiu.

Serviços

Durante o ato, os participantes puderam ter acesso, além disso, à vacinação contra a gripe (foram aplicadas 55 doses).

Da mesma forma, tiveram acesso à leitura de livros e às equipes dos serviços de proteção social, como o CRAM, Conselho Tutelar, CREAs, Proerd, a organização social CRAMI Ficar de Bem, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), entre outros.

Também foi distribuído, gratuitamente, pipoca e algodão doce.

Denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes devem ser feitas, em conclusão, por meio da Guarda Civil Municipal, no telefone 153, ou pelo Disque 100, disponível 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.

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