Recursos de acessibilidade e atendimento inclusivo ajudaram, portanto, diferentes públicos a aproveitar a programação com mais autonomia
Entre os sabores de chocolate, a música espalhada pelos palcos e os encontros que tomaram conta do Centro de Ribeirão Pires, o segundo fim de semana do Festival do Chocolate 2026 by Chocolândia também foi marcado, em primeiro lugar, por histórias que mostram que uma grande festa só é completa quando todos podem fazer parte dela.
A inclusão e a acessibilidade estiveram presentes, acima de tudo, na experiência de diferentes visitantes ao longo da programação.
Mais do que estruturas e serviços, as iniciativas adotadas no festival ajudaram a garantir, portanto, autonomia, segurança e pertencimento a pessoas com deficiência, idosos e suas famílias.
Foi assim, por exemplo, na primeira visita de Luanna Potzmann, moradora de Campinas e surda.
Ela conheceu o Festival do Chocolate pelas redes sociais e decidiu vir a Ribeirão Pires acompanhada de um grupo de amigos surdos da Capital.
Entre a gastronomia, as atrações culturais e os novos encontros, a experiência terminou também como uma descoberta da própria cidade.
“Nunca tinha vindo e fiquei encantada com Ribeirão Pires, com as comidas e com tudo o que o festival oferece. Quero voltar outras vezes”, contou Luanna.
Cidadania Aqui
Durante o passeio, Luanna e os amigos encontraram, em suma, suporte de intérprete de Libras na van do Cidadania Aqui.
A unidade itinerante da Secretaria de Secretaria de Assistência, Participação e Inclusão Social está presente no evento.
O atendimento permitiu que o grupo tivesse acesso às informações e aos serviços com mais autonomia, tornando a experiência no festival ainda mais completa.
Em outro ponto da festa, uma cena de família resumiu o significado de uma programação pensada para diferentes necessidades.
Moradores do bairro Santa Luzia, Paula Andrade, o marido Renato Navarro, a mãe Maria Andrade, a filha Beatriz Andrade e a inseparável Branquinha, cachorrinha da família que já tem 19 anos, aproveitaram juntos as atrações do festival.
Paula é PcD (Pessoa com Deficiência) em razão de um problema na coluna desde a infância, enquanto Maria também é PcD e foi diagnosticada com fibromialgia.
As duas acompanharam o espetáculo Mundo de Kaboo na área de acessibilidade em frente ao palco e destinada a pessoas com deficiência e idosos.
A companhia de Branquinha também tornou o momento ainda mais especial.
Já com dificuldades para andar por conta da idade, a cachorrinha não fica de fora dos passeios da família.
“Foi muito especial poder aproveitar o Festival com toda a nossa família reunida. O ambiente é familiar, acolhedor e a área de acessibilidade nos deu tranquilidade para assistir ao espetáculo. E o melhor é que conseguimos estar todos juntos, inclusive com a nossa Branquinha, que faz parte da família e está sempre com a gente”, destacou Paula Andrade.
Acessibilidade
As histórias ajudam a traduzir uma das propostas do Festival do Chocolate.
É fazer com que diferentes públicos encontrem espaço para aproveitar a programação com conforto, respeito e autonomia.
Em meio a uma festa que movimenta a cidade e recebe visitantes de diferentes regiões, acessibilidade também significa criar condições para que cada pessoa construa sua própria memória do evento.
Além das áreas de acessibilidade e do atendimento com intérprete de Libras, o Festival do Chocolate também disponibiliza gratuitamente o empréstimo de abafadores auriculares para pessoas com sensibilidade auditiva.
O público também pode retirar, sem custo, o cordão girassol, símbolo utilizado para identificar pessoas com deficiências ocultas.
Da mesma forma, o cordão quebra-cabeça, símbolo internacional associado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Domingo de música, cultura e diversão
O segundo fim de semana terminou com música, cultura e atrações distribuídas por diferentes espaços do Festival do Chocolate.
Inimigos da HP relembraram grandes sucessos da carreira, fechando a programação do ChocoPaço.
No Palco Chocolândia, o público acompanhou as apresentações do Choro na Neblina, Siderais e Planeta J, com tributo ao Jota Quest.
No Espaço Felipe Sabbag, a Quadrilha Junina Azulão Gaiato levou tradição, dança e animação para a programação.
O Palco Tardezinha recebeu Flashback e Banda Faixa Nobre, enquanto a Vila do Doce contou com a irreverência do Circo Rolante e, em conclusão, a apresentação musical de Renato Pinheiro.
