Zé Renato deixa o Boca Livre junto com Lourenço Baeta

In Canto do Joca On
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Zé Renato

Divergências políticas são apontadas como a razão do racha no grupo, que deve seguir com David Tygel e Maurício Maestro, detentor da marca.

O comunicado da produtora Memeca Moschkovich não revela as razões.

Em 26 de setembro de 2018, Maestro publicou nas redes sociais um amplo artigo intitulado “Ele sim!”. Obviamente, em defesa de Bolsonaro.

Em maio de 2019, voltou à carga: “A Razão procura os sábios e se afasta dos idiotas presunçosos. Por isso a Razão tem sempre o Olavo como seu porta-voz”

Muita tristeza

A assessora de tantos anos Guete Oliveira também manifestou-se nas redes sociais.

Guete, minha amiga, escreveu: “É com muita tristeza que vejo o fim do grupo Boca Livre.Somos parceiros de longa data .Para fazer nosso trabalho é importante que todos estejam na mesma vibe. Agradeço aos Bocas da formação atual e ainda Claudio Nucci e Fernando Gama por tanta coisa linda vivida junto.Nunca vou esquecer nossa temporada no Supremo de meses, foram tantos shows, viagens, projetos. Tempo muito feliz.Desejo que todos integrantes continue com sucesso. Nós fãs ficaremos com a obra em discos maravilhosos e desde de já com saudades.”

O jornalista Mauro Ferreira, especialistas em música, que escreve desde 1987, publicou em seu blog Pop&Arte:

“Formado originalmente por Zé Renato, Claudio Nucci, Mauricio Maestro e David Tygel, o Boca Livre alcançou projeção nacional em 1979 com a edição de álbum independente que, desafiando as leis do mercado fonográfico, emplacou em todo o Brasil as músicas Toada (Na direção do dia) (Zé Renato, Claudio Nucci e Juca Filho, 1978) e Quem tem a viola (Zé Renato, Claudio Nucci, Juca Filho e Xico Chaves, 1979).

‘Como Claudio Nucci saiu do grupo em 1980, sendo substituído por Lourenço Baeta, o Boca Livre acabou associado primordialmente ao canto afinado de Zé Renato.

‘Mesmo fora do olho do furacão midiático a partir da segunda metade dos anos 1980, o quarteto seguiu com público fiel e com álbuns aclamados em nichos da música brasileira, como Amizade (2013) e o recente Viola de bem querer (2019).

‘Embora em tese o grupo vá continuar em cena, é difícil imaginar o Boca Livre sem Zé Renato.”

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