Sindicato dos Metalúrgicos do ABC garante na Justiça mesa de negociação para debater futuro da Toyota em São Bernardo

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Selerges, o Kojak, fala aos trabalhadores da Toyota. Fotos: Adonis Guerra/SMABC

Os trabalhadores também aprovaram, em assembleia, da mesma forma, o retorno aos postos de trabalho já a partir de hoje

Em assembleia na manhã desta segunda-feira (11.04) o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC comunicou aos trabalhadores na Toyota a decisão da audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT/SP) na sexta-feira (08.04).

A Justiça do Trabalho determinou, portanto, a criação de uma mesa negociação para a verificação da viabilidade da permanência da fábrica em São Bernardo.

Na assembleia, os trabalhadores também aprovaram, além disso, o retorno aos postos de trabalho já a partir de hoje.

A audiência de conciliação aconteceu após a Toyota entrar com uma ação contra as mobilizações dos trabalhadores depois da entrega do aviso greve na quarta-feira (06.04).

A decisão judicial também assegurou que os protestos e manifestações ocorridos em 6, 7 e 8 de abril não serão descontadas dos salários dos trabalhadores.

Justiça feita

Para o presidente do Sindicato, Moisés Selerges, a decisão da Justiça acabou por atender o pedido do Sindicato.

Com isso, a decisão de retorno aos postos de trabalho na assembleia desta segunda foi soberana.

“Os trabalhadores seguiram a orientação da justiça de retornar ao trabalho e entenderam a vitória desta primeira fase. Queremos agora que nesta mesa de negociação tenhamos junto ao Sindicato e a empresa a participação do município, do Estado e o acompanhamento da Justiça do Trabalho. Queremos sentar, conversar e desenvolver alternativas”, destacou, em resumo, Selerges. 

O diretor administrativo do Sindicato e negociador na Toyota, Wellington Messias Damasceno, apontou que a justiça reconheceu a posição coerente do Sindicato desde o anúncio da montadora.

Em seu ponto de vista, o órgão compreendeu que a entidade sindical está propondo caminhos alcançáveis, ao contrário da empresa que apresenta uma postura intransigente, inclusive na própria justiça.

“A empresa se mostra intransigente e que não abre espaço para fazer a negociação, diferente de todo o histórico que tem.  Ela [Toyota] instaurou o dissidio, nós fomos lá e colocamos o posicionamento de que se abra uma mesa de negociação. Não pedimos nada demais. Só queremos discutir a viabilidade da empresa. O Sindicato sempre buscou a negociação”, lembrou, da mesma forma, o dirigente.

Ainda nesta segunda a direção do Sindicato tem, em conclusão, reuniões com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo e com o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando.

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