Visitantes devem, em primeiro lugar, optar por roteiros monitorados e autorizados para garantir experiência segura e preservar o patrimônio natural
A Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Santo André reforça, acima de tudo, o alerta sobre os riscos e a ilegalidade do uso de trilhas clandestinas na região de Paranapiacaba.
A prática, em resumo, é crime ambiental previsto pela legislação andreense e representa risco – inclusive de vida, em alguns casos.
Muitos dos percursos irregulares são divulgados e comercializados por pessoas ou empresas sem autorização.
Os mesmos oferecem visitas a locais proibidos, sem infraestrutura adequada e sem acompanhamento de monitores credenciados.
Além de expor os participantes a situações de risco, com registros de acidentes fatais, invasão de propriedade particular e exercício irregular da atividade de guia de turismo, a prática pode configurar, em suma, infrações ambientais com possibilidade de aplicação de multas pelos agentes de fiscalização do município credenciados e do Estado de São Paulo.
As trilhas clandestinas
Entre as trilhas clandestinas mais conhecidas estão, por exemplo, a do Funicular, Ferradura, Garganta do Diabo, Travessia do Vale da Morte, Cachoeira da Fumaça, Pedra Grande de Quatinga, Cachoeira dos Perdidos, Raiz da Serra, Lago de Cristal, Vale do Quilombo e Volta na Serra.
O acesso a esses locais ocorre, em sua maioria, por propriedades particulares e áreas de unidades de conservação sem autorização para uso público.
O uso indevido dessas trilhas contribui para a degradação da Mata Atlântica, o descarte irregular de resíduos, a perturbação da fauna e o aumento do risco de acidentes.
A região de Paranapiacaba abriga importantes remanescentes de Mata Atlântica e unidades de conservação essenciais para a proteção da biodiversidade, dos recursos hídricos e de espécies ameaçadas de extinção.
Por isso, o acesso a essas áreas deve seguir, acima de tudo, normas específicas e contar com autorização dos órgãos gestores responsáveis.
Para coibir as irregularidades, a autarquia realiza ações permanentes de fiscalização ambiental e atua em parceria com a Fundação Florestal em iniciativas voltadas à fiscalização, gestão, educação ambiental, uso público, pesquisa científica e proteção da fauna e da flora.
Medidas jurídicas
Medidas administrativas e jurídicas também vêm sendo adotadas junto ao Ministério Público Estadual e Federal.
O objetivo é apurar a atuação de empresas e prestadores de serviços que promovem visitas irregulares na região.
Além disso, a Guarda Civil Municipal também está capacitada para abordar trilheiros ilegais e efetuar a adoção das medidas administrativas cabíveis.
Trilhas monitoradas
Quem deseja conhecer as belezas naturais de Paranapiacaba pode optar pelas trilhas autorizadas.
Elas são conduzidas por monitores ambientais capacitados e credenciados.
Tanto pela Prefeitura de Santo André quanto pela Fundação Florestal, responsável pela gestão do Parque Estadual da Serra do Mar.
O Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba conta com seis trilhas monitoradas abertas à visitação.
Elas totalizam aproximadamente cinco quilômetros de extensão.
Os percursos são operados por cerca de 40 monitores ambientais, moradores da vila e da região.
Instituído em 2003, o parque foi implantado como estratégia de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável local.
Antes da criação da unidade de conservação, a área sofria com diversos problemas.
Eram, em resumo, acampamentos irregulares, descarte inadequado de resíduos, caça, coleta de plantas e visitação desordenada.
Além das opções municipais, o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Itutinga-Pilões oferece, em conclusão, as trilhas do Poço Formoso, Cachoeira Escondida e Pedra Lisa.
