Reforma Tributária não pode punir setor de serviços, defende FecomercioSP

In Canto do Joca, Economia On
Joaquim Alessi
Responsável pelo maior índice de empregabilidade do PIB corre, portanto, o risco de sofrer com aumento de carga tributária
Qualquer Reforma Tributária que avance nas esferas governamentais do País não pode, por exemplo, ameaçar o principal setor econômico brasileiro.
Estamos falando do setor de serviços, que corresponde a 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega 67% da população ocupada.
Caso isso aconteça, será, acima de tudo, um risco para a própria economia nacional.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) alerta, portanto, que um iminente aumento na tributação do setor será prejudicial, antes de tudo, para micro e pequenas empresas.
E elas são fundamentais para a saúde econômica do Brasil e, ao mesmo tempo, mais vulneráveis às mudanças na legislação tributária.
Mas, não é só isso: atingirá também relevantes segmentos centrais do setor.
O que resultará em demissões, fechamento de empresas e queda de desempenho econômico como um todo.
São, por exemplo, negócios que vão de salões de beleza e gráficas a agências de locação de imóveis e carros e empresas de segurança privada.

Tributação diferenciada

Do ponto de vista técnico, a ideia de estabelecer alíquotas diferenciadas para atividades específicas dos serviços, como saúde e educação — para mencionar algumas —, não é suficiente para minorar os efeitos nocivos da reforma.
Se a ideia da PEC de prever uma tributação diferenciada tem como objetivo evitar o sufocamento do setor de serviços, esse tratamento deveria ser estendido para os demais segmentos que o integram a fim de que não acabem suportando a elevação da tributação, em detrimento de outros segmentos.
Outro ponto negativo é que a criação de um órgão responsável por administrar as arrecadações estadual e municipal sem a respectiva representação dos munícipios seria uma evidente afronta à Constituição Federal, já que o sistema federativo está inserido como cláusula pétrea na Carta Magna, bem como um desacato à autonomia de Estados e municípios, que deixariam de ser financeiramente independentes.
A Federação e os sindicatos filiados seguem favoráveis a uma reforma que avance em direção à simplificação, à modernização e à desburocratização do sistema tributário brasileiro.
A legislação atual, fruto de debates há três décadas, pune o empresariado e prejudica o ambiente de negócios nacional.
Entretanto, é importante que essa mudança aconteça preservando os pilares da economia do Brasil — e não os enfraqueça.

Pontos essenciais

Para a FecomercioSP e seus filiados, três pontos são fundamentais para a aprovação da Reforma Tributária:

1. redução (ou, ao menos, manutenção) da carga tributária setorial, uma vez que os contribuintes já suportam elevadíssima tributação;

2. simplificação do sistema tributário, mediante a adoção de legislação nacional do ICMS e do ISS, com tributação no destino e cadastro e nota fiscal unificados, além de eliminação de obrigações acessórias em duplicidade — ocasionando a consequente redução do elevado custo de conformidade fiscal — e extinção das multas abusivas e desproporcionais;

3. segurança jurídica, com a manutenção das terminologias já adotadas e consagradas, cujos limites e conceitos levaram anos para serem consolidados pela jurisprudência.

You may also read!

Aciscs homenageia Cathita pelos 40 anos de atuação

A Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano do Sul) homenageou, em 21 de julho de 2026,

Read More...

Gilvan entrega Viaduto Juscelino Kubitschek recuperado em Santo André

Se JK fez 50 anos em cinco (como anunciava seu slogan), o viaduto que leva seu nome em Santo

Read More...

Reforma tributária e futuro fiscal das cidades debatidos no Consórcio do ABCD com a FNP

Evento reuniu, em primeiro lugar, prefeitos e secretários do ABCD e da Baixada Santista para discutir impactos do novo

Read More...

Leave a reply:

Your email address will not be published.

Mobile Sliding Menu