O XVIII Congresso Internacional de Cidades Educadoras será realizado entre 26 e 29 de maio, em Granollers, na Catalunha, na Espanha
O Programa “Mauá Com Elas, Informação e Ação”, da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres da Prefeitura de Mauá, ganha fama internacional.
Será apresentado, em primeiro lugar, na modalidade ‘Workshop’, durante o XVIII Congresso Internacional de Cidades Educadoras.
Congresso que acontece, portanto, entre 26 e 29 de maio, em Granollers, Catalunha, Espanha.
Os workshops terão, acima de tudo, duração de 60 minutos e a apresentação da experiência, entre 8 e 10 minutos por cidade.
Estas sessões decorrerão, além disso, nos idiomas oficiais do Congresso, e contarão com interpretação simultânea.
O programa “Mauá com Elas” utiliza estratégia interativa, que envolve as secretarias de Políticas Públicas para Mulheres, Educação, Cultura, Saúde, Assistência Social e Trabalho e Renda, além do Fundo Social de Solidariedade.
Com isso, foi possível desenvolver políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero, promoção da equidade e fortalecimento da cidadania ativa.
Articulandom da mesma forma, dimensões educativas, culturais e tecnológicas como ferramentas de transformação social.
Alcance ampliado
Em 2025, cerca de 35 mil pessoas foram alcançadas com os mais diversos tipos de atividades.
O objetivo era publicizar sobre as formas de violência contra as mulheres, como prevenir e combater a violência de gênero.
Além claro, de atender as vítimas da violência doméstica, principalmente mulheres e seus filhos.
Este trabalho contou com uma equipe de oito mulheres que fizeram a interação com as equipes das demais instituições e os públicos das mais diferentes idades, classes sociais, profissões, crenças e origens.
Desde o ato de conversar com comerciantes para explicar a importância da sua adesão permitindo a colagem de cartazes e a sensibilização de seu quadro de funcionários até dialogar com estudantes, líderes religiosos e colaboradores e gestores de grandes indústrias, as equipes puderam ampliar o conhecimento das pessoas sobre a violência que pode estar mais perto do que se imagina.
Ampliação do atendimento
Uma das consequências foi a ampliação do atendimento de pessoas que foram ao Centro de Referência de Atenção à Mulher ‘Viva Maria’.
Ele, por exemplo, acompanhou quase 265 mulheres, sendo 120 com medidas protetivas, 381 atendimentos preventivos, 28 beneficiadas com auxílio-aluguel, 21 abrigadas e que cinco permanecem em local sigiloso, 47 cadastradas no Botão Ana e mais de 200 encaminhamentos à Defensoria Pública.
Em paralelo, foram desenvolvidas ações educativas e culturais, com mais de 500 atividades formativas e culturais.
Tais práticas utilizam o diálogo, a arte, muralismo e mídias digitais como instrumentos de educação e sensibilização cidadã.
Sempre promovendo reflexão crítica e protagonismo feminino e juvenil.
Cidade Educadora
“Essa trajetória reafirma o papel de Mauá como Cidade Educadora, capaz de transformar políticas públicas em experiências vivas de educação, cultura e solidariedade. O projeto Mauá com Elas consolida-se como modelo inovador de governança colaborativa, equidade e participação social, alinhado aos princípios das Cidades Educadoras e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 5, 10 e 11)”, explica, em resumo, a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Cida Maia.
Ferramentas digitais
O programa potencializa, ainda, o uso de ferramentas digitais como o “Zap Delas: 11 92013-5871” e o Aplicativo ANA – Botão do Pânico.
O “Mauá com Elas” fomenta ainda a educação cidadã e o pensamento crítico, consolida a cooperação intersetorial entre secretarias municipais e amplia parcerias com universidades, Ministério das Mulheres, Defensoria Pública, Conselhos Tutelares, Polícias Civil e Militar, rede escolar e organizações da sociedade civil.
Cidades Educadoras são territórios que promovem a educação.
São 41 cidades do Brasil e mais de 500 no mundo que se transformam em espaço de aprendizagem.
Com isso, o programa provoca importantes transformações sociais e pessoais.
Destacam-se, por exemplo, a participação popular, a equidade, a cooperação internacional e o diálogo entre a comunidade, o governo e as diversas expressões da sociedade, como pilares, cujo conceito é defendido pela Associação Internacional de Cidades Educadoras (AICE), criada em Barcelona em 1990.
A ideia é que experiências exitosas neste sentido sejam replicadas em outros locais para a construção, em conclusão, de uma sociedade justa e igualitária.
