Programa de Apadrinhamento Afetivo se fortalece em São Bernardo

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Foto: Divulgação/PMSBC

Pela iniciativa, crianças e adolescentes que vivem em serviços de acolhimento institucional do município ganham oportunidade de integração social e convivência

Crianças e adolescentes de São Bernardo que vivem em Serviço de Acolhimento Institucional (SAICA), unidades do município mantidas por meio de convênio entre Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e a Prefeitura, têm a oportunidade, em primeiro lugar, de integração social e convivência familiar no Programa de Apadrinhamento Afetivo.

A iniciativa permite – a quem nunca teve a chance – experiências cotidianas da infância e adolescência fora de instituições e acolhimento.

Como, por exemplo, frequentar parques, shoppings e celebrar datas festivas em ambiente familiar. 

Para se tornar padrinho ou madrinha, moradores da cidade são inseridos em processo de preparação.

Isso inclui cinco encontros formativos e dinâmicas presencias acompanhadas por equipe especializada de assistentes sociais e psicólogos.

Em São Bernardo, o Apadrinhamento Afetivo é promovido pelo Projeto Fênix, pela Associação Ficar de Bem, que a cada semestre abre inscrições aos interessados em participar da ação. 

Como participar? Uma nova turma de formação de futuros padrinhos e madrinhas terá início no próximo mês.

O cadastro é online, por meio de formulário digital – https://encurtador.com.br/EScXI. 

As inscrições seguem abertas até o dia 31 de julho. São pré-requisitos: ter idade mínima de 25 anos e diferença mínima de 14 anos para o afilhado ou afilhada; ser morador de São Bernardo; não estar no cadastro de adoção; participar do processo de preparação (tempo estimado de três meses); ter disponibilidade de encontros mensais com a criança ou adolescente apadrinhado (mínimo uma vez ao mês); apresentar toda a documentação solicitada.  

Quem está apto a participar

Atualmente, dez crianças ou adolescentes com idade a partir de 6 anos estão aptos a participar do programa na cidade – a exceção para menores de 6 anos é ter irmão ou irmã mais velha participando. A criança ou adolescente deve estar há, no mínimo, três meses sem contato com a família de origem. Crianças com possibilidade de reintegração à família de origem não participam da ação. 

O programa é previsto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e segue regulamentação estabelecida pelo judiciário. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, “sem deixar de buscar o ideal, que é a colocação em família substituta, o Apadrinhamento se mostra uma ferramenta extremamente útil para possibilitar o mínimo de convivência familiar; oferecer a chance de ter uma referência externa; e proporcionar oportunidades externas de lazer, tão raras para crianças institucionalizadas”. 

Etapas do Apadrinhamento Afetivo

Depois do processo de preparação, equipe de psicólogo e assistente social realiza visita técnica à residência do padrinho ou madrinha, para conhecer o perfil de criança ou adolescente que melhor se enquadram àquela família. Esta etapa é chamada de pareamento de perfil entre os padrinhos e afilhados. Após o cumprimento dessas etapas, o início da convivência é feito dentro do serviço de acolhimento. 

Com a avaliação positiva tanto para o padrinho, quanto para o afilhado, o serviço libera, portanto, saídas programadas, de forma progressiva.

Inicialmente, são saídas de poucas horas, com retorno ao serviço de acolhimento no mesmo dia. Com o tempo e a construção de vínculos, é avaliada a saída programada com pernoite na casa do padrinho ou madrinha. O mesmo vale para saídas programadas aos finais de semana e feriados. Possibilidade de viagens ou atividades fora do município podem ser realizadas, desde que com autorização da Justiça. 

Mais informações sobre o Programa de Apadrinhamento Afetivo em São Bernardo podem ser obtidas, em conclusão, junto ao Projeto Fenix da ONG Ficar de Bem, pelo WhatsApp (11) 9-9862-4355.

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