Joaquim Alessi
Quando recebi o convite para o lançamento, pelas mãos (ou melhor, whatsapp) do irmão do Pedrão, meu amigo João Martinelli, da inigualável SuperBanca, de Santo André, imaginei, em primeiro lugar, um livro repleto de fotos geniais.
E está mesmo, mas todas emolduradas com um texto de tirar o fôlego, do grande jornalista Carlos Maranhão (Veja só!).
Se uma imagem fala por mil palavras, imaginem, portanto, 189 fotos contornadas por letrinhas concatenadas por uma pena brilhante.
Genial.
Nem sei se olho mais para as fotografias, ou para a figura das frases escritas com maestria.
Uma exposição de arte no papel, acima de tudo.
Lição de fotojornalismo, como raramente se vê, por exemplo, nos dias atuais.
Além disso, vale destacar o prazer de termos à mão em cada exemplar parte do trabalho de quase 60 anos de um dos mais brilhantes fotojornalistas do Brasil.
Pedro Martinelli registrou, com suas câmeras, quase tudo o que se possa imaginar, de eleições de papas a guerras, de Copas do Mundo a nus femininos.
Por dois anos, ao lado dos irmãos Villas Bôas, aguardou, pacientemente, entre crises de malária, o momento exato de fotografar com exclusividade os chamados índios gigantes, na primeira de inúmeras incursões pela Amazônia.
No livro, ele conta, em suma, com saborosos detalhes, esses e outros episódios de sua longa vida profissional.
Narrativa irresistível, elaborada por Carlos Maranhão, que irá seduzir quem se interessa, em conclusão, por fotografia, jornalismo e boas histórias.
Autógrafo especial e histórico, que muito nos honra, nesta obra cuja capa foi inspirada na época da diagramação dos jornais em preto e branco
Dois momentos da tarde/noite de autógrafos, em flagrante de João Martinelli, que definitivamente não puxou para o irmão (rssss)
Algumas imagens do livro para se ver que vale a pena comprar
Papa João Paulo I morto. Foto feita entre 5 a 7 metros de distância. Um segundo depois, e os pés do papa teriam desaparecido
Capa de O Globo com a inédita e histórica foto do “índio gigante” Krain-a-Kore
À página 62, guerrilheiro nas ruas de Leon, Nicarágua, e na foto maior, o repórter americano Bill Stewart, da ABC News, assassinado a
sangue-frio por um militar somozista. Pedro conta no livro que fotografou quando o corpo todo ensaguentado foi levado ao hotel
