Estado entrega sirene de alerta para área de risco em Mauá

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Local foi escolhido por se tratar de área com histórico de risco para deslizamentos. Foto: Divulgação/Governo de SP

Sistema de sirenes é, em primeiro lugar, ferramenta usada pela Defesa Civil para evacuar população em áreas de risco diante de desastre iminente

O Governo de São Paulo inaugurou neste sábado (07.02), portanto, nova sirene de alerta remoto contra riscos de deslizamento e inundação.

Foi, em resumo, na Vila Macuco, Jardim Zaíra, Mauá.

Os agentes da Defesa Civil do Estado foram acionados para esclarecer, por exemplo, sobre o funcionamento do equipamento.

Além disso, coordenaram um treinamento de evacuação com os moradores locais.

O local foi escolhido por se tratar de área com histórico de risco para deslizamentos e outras ocorrências associadas às chuvas.

Sobretudo durante períodos de maior intensidade.

“Nessa terceira fase de expansão da sirene, além de Mauá, nós já entregamos sirene em Santos e entregaremos ainda em Campos de Jordão, Monteiro Lobato e Registro. Neste sábado, nós fizemos um importante treinamento com toda a população aqui da comunidade para orientá-los sobre rota de fuga, plano de contingência e o que fazer quando a sirene tocar. A população participou, recebeu um informativo que tem todas as orientações escritas para que eles possam estar protegidos”, explicou, em resumo, o tenente Maxwell Souza, porta-voz da Defesa Civil.

Agentes da Defesa Civil de SP derm orientações e fizeram um treinamento de evacuação com os moradores. Foto: Divulgação/Governo de SP

Alívio

Morador há 45 anos da Vila Macuco, o pedreiro Claudemir Evangelista disse já ter vivenciado alguns deslizamentos na região.

“Estamos mais aliviados depois da instalação dessa sirene, porque agora vai ficar mais fácil de a gente se proteger dos acidentes que podem acontecer por causa das chuvas. Vai ajudar muito, porque antes de acontecer [deslizamento], vai ter algum sinal para alertar a população”, ressalta.

A sirene é acionada de forma remota sempre que haja necessidade de evacuação imediata da região por risco de desastre iminente.

Na quinta-feira (5), a Defesa Civil de São Paulo acionou a sirene de alerta remoto instalada na Comunidade Barreira do João Guarda.

O dispositivo foi disparado após registrar o acumulado de 118mm, nas últimas 12, um volume considerado elevado para a região.

Esta é a 9ª sirene em operação e faz parte de um amplo programa  para fortalecer a cultura de prevenção em regiões com histórico de deslizamentos e inundações.

O projeto teve início no final de 2023, com a instalação de sirenes em Santos, São Sebastião, Guarujá, Franco da Rocha, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Capivari e São Luiz do Paraitinga. 

Naldete Soares, que mora na região há cerca de 40 anos, ressaltou a iniciativa da Defesa Civil.

“É importante para a comunidade. É um equipamento muito bom que traz proteção. Creio que vai ser uma proteção muito grande para a comunidade”, disse.

A sirene é acionada de forma remota sempre que haja necessidade de evacuação imediata da região. Foto: Divulgação/Governo de SP

Criação do Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil

Como parte das ações de fortalecimento da prevenção no território, a Defesa Civil também irá implantar um Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC) no Morro da Vila Progresso.

O núcleo será formado por moradores da própria comunidade.

Eles receberão orientações e capacitação para atuar de forma preventiva, apoiar a disseminação de informações de risco e colaborar com a Defesa Civil em situações de emergência, ampliando a capacidade de resposta local e o engajamento comunitário.

O NUPDEC também será responsável por acionar a sirene de forma manual, sempre que as chuvas provocarem a interrupção do sistema de telecomunicações e impeça o acionamento à distância do equipamento.

SP Sempre Alerta

A campanha SP Sempre Alerta – Operação Chuvas ocorre entre 1º de dezembro e 31 de março.

Durante este período todo o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil permanece em prontidão.

Os agentes realizam ações preventivas, como o monitoramento climatológico 24 horas, emitem alertas e realizam vistorias de campo.

Isso, além de ações para conscientizar e orientar a população sobre os riscos relacionados à chuva e outros fenômenos naturais com maior incidência no verão.


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