Carla Morando pede cassação de Douglas Garcia ao Conselho de Ética da Assembleia

In Canto do Joca On
Deputada estadual Carla Morando

Representação foi protocolada após deputado atacar e intimidar a jornalista Vera Magalhães nos bastidores do debate de candidatos a governador na última terça-feira

Única representante feminina do ABCD na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a deputada estadual e candidata à reeleição Carla Morando (PSDB) entrou, nesta quarta-feira (14.09), com representação no Conselho de Ética da Alesp pedindo a cassação do deputado Douglas Garcia (Republicanos), que atacou e hostilizou a jornalista Vera Magalhães nos bastidores do debate de candidatos ao governo paulista, promovido pela TV Cultura.

No pedido, Carla ressalta, em primeiro lugar, que o deputado é reincidente e já protagonizou outras cenas de intimidação ideológica.

O documento protocolado no conselho reforça ainda, acima de tudo, que as agressões verbais deferidas contra a profissional de imprensa buscaram diminuir o seu trabalho, por meio de insinuações sobre sua credibilidade e comprometimento com a verdade.

Isso configura, portanto, assédio moral, além de representar uma violação aos princípios de respeito e dignidade.

Reincidente

“Não é a primeira vez que o deputado apresenta este tipo de comportamento, se utilizando de ofensas e intimidações para atacar e constranger. Uma atitude como esta representa mais do que falta de decoro parlamentar. É pura misoginia e assédio moral contra uma jornalista respeitada e reconhecida em pleno exercício de sua profissão. Esperamos que a justiça seja feita para que casos lamentáveis como este não voltem a acontecer”, afirmou, em resumo, Carla.

Douglas Garcia, além disso, já havia sido advertido pelo Conselho de Ética por postura desrespeitosa em outras duas ocasiões.

O ataque à jornalista Vera Magalhães ocorreu na terça-feira (13.09), após a transmissão do debate eleitoral.

O denunciado insultou a profissional em alta voz e diante de todos os presentes, insinuando que ela receberia pagamento com dinheiro público para vender sua opinião.

Da mesma forma, chamou a respeitada jornalista de “vergonha do jornalismo brasileiro”, tendo de ser contido fisicamente por Leão Serva, diretor de jornalismo da emissora.

Atuação combativa

Esta não é a primeira vez que a deputada se posiciona contra comportamentos machistas e casos de quebra de decoro parlamentar na Alesp.
Carla já havia votado a favor da cassação do deputado Arthur do Val, que usou de fala sexista e preconceituosa para se referir às mulheres ucranianas durante viagem ao País.
Em áudio vazado de um grupo de aplicativo de mensagens, o deputado afirmou que as ucranianas “são fáceis, porque são pobres”.
No ano passado, a parlamentar também havia aberto representação no Conselho de Ética contra o deputado Frederico D’Ávila.
Ele xingou o papa Francisco e o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brand

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