Brasil volta a subir em ranking de principais destinos globais de investimentos estrangeiros; passa de 21º para 18º lugar

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Quando considerados apenas os mercados emergentes, Brasil é, além disso, o 4º colocado. No ranking global divulgado pela Kearney, Estados Unidos são os mais atrativos pelo 14º ano consecutivo, seguido por Canadá e Japão, respectivamente.

O Conselho de Políticas Globais de Negócios da Kearney acaba de divulgar, em primeiro lugar, a edição 2026 do seu Índice de Confiança para Investimento Direto Estrangeiro – 2026 FDICI Confidence Index®.

Em sua 28ª edição, o ranking lista, por exemplo, os 25 principais destinos de investimento estrangeiro no mundo, analisando o sentimento do investidor em relação aos fluxos futuros de investimento direto estrangeiro.

Os Estados Unidos surgem, portanto, na primeira colocação pelo 14º ano consecutivo, seguido por Canadá (2º) e Japão (3º), que tomou a posição que em 2025 foi ocupada pelo Reino Unido.

Brasil

O índice aponta o Brasil na 18ª posição, subindo três postos em relação ao 21º lugar ocupado no ano passado.

“Este avanço reflete o forte interesse dos investidores estrangeiros nos recursos naturais do país, com destaque para a expansão em minerais críticos e o setor de óleo e gás, que atingiu níveis históricos de produção, além do sólido desempenho econômico geral que impulsionou a confiança no mercado brasileiro”, explica Mark Essle, sócio da Kearney no Brasil.

O Brasil consolida sua relevância global ao figurar simultaneamente no ranking principal e entre os líderes do Índice de Mercados Emergentes da Kearney, destacando-se como um destino estratégico em um cenário de diversificação de cadeias de suprimentos. Neste segundo índice, o Brasil aparece na quarta colocação.

Enquanto o otimismo dos investidores em relação ao Brasil permaneceu estável, a pesquisa realizada em janeiro de 2026 com mais de 500 executivos seniores revela que 88% dos entrevistados globais planejam aumentar seus investimentos estrangeiros diretos (IED) nos próximos três anos, sinalizando uma confiança sustentada em oportunidades de longo prazo, apesar das incertezas geradas por tensões geopolíticas e pela expansão de políticas industriais.

Investidores recalibram estratégias em meio a tensões globais

Os resultados de 2026 capturam um ambiente de investimento moldado por tensões geopolíticas intensas, políticas industriais em expansão e uma competição tecnológica acelerada.

Embora o compromisso com o investimento internacional continue forte, a recente escalada de conflitos no Oriente Médio adiciona uma camada de incerteza, com potencial para interromper, atrasar ou redirecionar os fluxos de IED. “Os investidores ainda acreditam no valor do IED, mas estão recalibrando a forma como tomam suas decisões em um ambiente operacional mais turbulento”, afirmou Essle.

Ele observa que o capital continua a fluir, mas as empresas estão se tornando mais seletivas, priorizando capacidades tecnológicas, riscos geopolíticos e a crescente influência da política industrial.

Inovação impulsiona as decisões de investimento

As capacidades de tecnologia e inovação surgiram como o fator mais importante na escolha de onde investir, superando considerações tradicionais como eficiência regulatória e desempenho econômico doméstico. Os investidores citaram a inovação tecnológica como a razão principal (ou empatada como principal) para investir em 10 dos 25 mercados do Índice, destacando a importância de ecossistemas de inovação fortes para atrair capital global.

Com o aumento dos investimentos em inteligência artificial (IA) e infraestrutura digital, mercados tecnologicamente avançados são vistos como os destinos mais atraentes. Essa preferência é evidenciada pela manutenção dos Estados Unidos na liderança global, impulsionados por sua liderança tecnológica e resiliência econômica.

No entanto, o otimismo sobre a perspectiva econômica dos EUA caiu 17 pontos em relação ao ano passado. O Canadá mantém a segunda posição pelo quarto ano seguido e continua reduzindo a diferença para os EUA, com investidores destacando sua base de recursos naturais, fundamentos estáveis e crescentes capacidades tecnológicas.

Ásia ganha destaque e “médias potências” ascendem

Pela primeira vez em mais de uma década, a Ásia detém a maior fatia de mercados classificados no índice principal. O Japão subiu para o terceiro lugar e a China avançou para a quarta posição, refletindo o tamanho de seu mercado interno e o progresso contínuo no desenvolvimento tecnológico.

Economias denominadas “médias potências” também ganharam destaque: Cingapura apresentou uma das melhorias mais notáveis, enquanto a Coreia do Sul também subiu no ranking, refletindo o forte interesse em sua inovação tecnológica e capacidades industriais avançadas como centros estratégicos nas cadeias de suprimentos globais.

Mercados Emergentes e o papel da Política Industrial

Os mercados emergentes permanecem dinâmicos e interconectados aos fluxos globais. China, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita ocupam o topo do Índice de Mercados Emergentes pelo terceiro ano consecutivo. Enquanto isso, Tailândia e Malásia registraram ganhos significativos devido à diversificação das cadeias de suprimentos, e mercados como Brasil, México e Índia também aparecem no ranking global principal.

A política industrial tornou-se um fator crítico: 84% dos investidores afirmam que ela é extremamente ou muito importante em suas decisões, e 57% acreditam que ela impacta positivamente o desempenho de seus negócios.

No entanto, quase nove em cada dez investidores relatam riscos moderados decorrentes de políticas industriais nacionais concorrentes. O desenvolvimento de infraestrutura e incentivos fiscais são vistos como as ferramentas mais eficazes, enquanto o entusiasmo por tarifas e controles de exportação é significativamente menor.

Riscos Geopolíticos

Os executivos permanecem alertas: as tensões geopolíticas são classificadas como o desenvolvimento mais provável no próximo ano (36%), seguidas pelo aumento dos preços das commodities e instabilidade política em mercados desenvolvidos (30%)

Sobre o FDI Confidence Index® 2026

O índice é construído a partir de dados primários de uma pesquisa proprietária com 507 executivos seniores das principais corporações do mundo, com receitas anuais de US$ 500 milhões ou mais. Conduzida em janeiro de 2026, a pesquisa abrange empresas de todos os setores, em 30 mercados.

O cálculo é uma média ponderada das respostas sobre a probabilidade de realizar investimentos diretos em mercados específicos nos próximos três anos, baseando-se apenas em respostas de empresas sediadas fora do mercado avaliado.

Sobre a Kearney

A Kearney é uma das maiores consultorias globais de gestão estratégica.

Presente em mais de 40 países, desde 192 atua como consultores de confiança das maiores organizações do mundo.

A Kearney é uma empresa detida por sócios e tem o compromisso de ajudar clientes a alcançar, em conclusão, impacto imediato e aumentarem a vantagem relacionada às suas questões mais críticas.

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