Akira defende debate regional sobre crise hídrica e demonstra preocupação com a Billings

In ABCD, Canto do Joca On
Fotos: Divulgação

Nesta sexta-feira (6), o prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani, participou, em primeiro lugar, de reunião no Consórcio Intermunicipal do ABCD com secretários municipais e responsáveis pelas áreas de meio ambiente das sete cidades da região.

O encontro teve como pauta central, acima de tudo, a crise hídrica, a preservação dos mananciais e a necessidade de um planejamento regional integrado.

A reunião, solicitada pelo prefeito, ocorre em um contexto de grandes intervenções estruturantes previstas para a região.

Elas exigem, portanto, atenção redobrada quanto aos impactos ambientais e à segurança hídrica dos municípios do ABCD.

Durante o encontro, Akira defendeu, por exemplo, o fortalecimento do Grupo de Trabalho de Meio Ambiente do Consórcio.

Destacou a importância de um acompanhamento técnico permanente, com base em dados, documentos e análises qualificadas, capaz de subsidiar as decisões conjuntas dos prefeitos.

Obras de gande porte

Entre os temas debatidos, foram consideradas obras de grande porte previstas para a região metropolitana.

Entre elas, a transposição de água do sistema Billings para o Alto Tietê, além do projeto de duplicação da Rodovia Índio Tibiriçá.

Ambos demandam avaliação criteriosa sobre o uso dos recursos hídricos e a preservação ambiental.

“Chamei essa reunião para tratar da crise hídrica, da preservação do meio ambiente e da necessidade de um olhar regional. Temos intervenções importantes previstas para a nossa região e precisamos de um acompanhamento técnico qualificado, diverso e transparente, para garantir segurança no abastecimento e proteção aos nossos mananciais”, afirmou, em resumo, o prefeito.

Ações integradas

Akira destacou que o objetivo do debate não é questionar projetos específicos, mas garantir que todas as ações sejam analisadas de forma integrada, considerando os possíveis impactos ambientais ao longo do tempo.

“A Billings, por exemplo, é um patrimônio ambiental estratégico, fundamental para milhões de pessoas. Qualquer intervenção precisa ser acompanhada com responsabilidade e planejamento, garantindo desenvolvimento sem prejuízos ao meio ambiente e às futuras gerações. Iremos elaborar um plano de ação para 10 anos ”, completou.

Para o secretário-executivo do Consórcio ABC, Aroaldo da Silva, “esse é um momento que exige planejamento estratégico e um olhar diferenciado para o futuro da região. Intervenções devem ser acompanhadas com responsabilidade, especialmente quando falamos da Billings, que é fundamental para o abastecimento no Estado de São Paulo”.

Ficou acordado no encontro que caberá ao Consórcio, por meio de seu Grupo de Trabalho de Meio Ambiente, organizar as tratativas, aprofundar os estudos técnicos e elencar, em conclusão, ações regionais relacionadas aos temas debatidos.

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