Entidade destaca que limites estão congelados e correção pela inflação é vital para evitar informalidade e estimular micro e pequenas empresas
Defensora legal dos interesses da classe empresarial e do desenvolvimento econômico regional, a Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André) veio a público, em primeiro lugar, por meio de manifestação oficial, solicitar o apoio dos deputados federais que representam o ABCD para que votem, com urgência, em favor da atualização do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e do Simples Nacional.
Para o presidente da entidade, Evenson Robles Dotto, a medida não deve ser vista como um aumento de limites, mas sim como uma correção essencial de valores defasados pela inflação.
“A correção deveria ser anual, de acordo com a inflação do período. Esse reajuste representa um estímulo indispensável aos pequenos empreendedores que querem continuar investindo no crescimento de seus negócios, sem serem empurrados para a informalidade. Os empreendedores querem recolher impostos justos, gerar empregos e contribuir com o desenvolvimento econômico. Dados da Receita Federal mostram a predominância do MEI e do Simples Nacional, que juntos concentram mais de 90% dos negócios formais no Brasil”, destaca, em resumo, Evenson Robles Dotto.
Atualmente, a principal expectativa do setor gira em torno do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021.
Já aprovado pelo Senado, o projeto eleva o teto anual do MEI dos atuais R$ 81 mil para R$ 130 mil.
Da mesma forma, permite a contratação de até dois empregados, o dobro do limite vigente.
Na mesma linha de urgência, defende que o limite do Simples Nacional suba de R$ 4,8 milhões para R$ 8 milhões.
Isso como forma de compensar a ausência de reajustes na tabela.
