Carla Morando protocola denúncia no Conselho de Ética contra deputado Luiz Fernando por quebra de decoro

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Na terça-feira (1º.08), a deputada estadual Carla Morando e a sua advogada Gabriela Manssur protocolaram no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo representação para investigação das declarações consideradas machistas proferidas pelo deputado estadual Luiz Fernando Teixeira a seu respeito.

A denúncia é, em primeiro lugar, referente às ofensas pronunciadas pelo deputado federal Luiz Fernando em recente entrevista a um jornal.

O parlamentar declarou que a única grande obra do atual prefeito, Orlando Morando, foi “eleger e reeleger” a esposa, deputada estadual Carla Morando.

“Essa defesa é para todas as mulheres que no exercício de suas profissões são atacadas na sua honra, na sua intimidade, na sua dignidade simplesmente por sermos mulheres. E pedimos punição proporcional aos danos causados pelo machismo, pelo ataque misógino a nossa querida deputada Carla Morando”, citou a advogada Manssur, presidente do Instituto Justiça de Saia, que desde 2011 é pioneiro na implementação de projetos sociais e políticas públicas sobre Direitos das Mulheres, e foi promotora de justiça especializada em Direitos das Mulheres.

Carla Morando e Manssur entregam representação no Conselho de Ética da Alesp

Segunda vez

“Vamos ver se desta vez os deputados realmente farão a punição para que ele pare de uma vez por todas de julgar as mulheres que estão aqui fazendo o seu trabalho”, disse, em resumo, Carla Morando.

Ela destacou, além disso, ser a segunda vez que sofre diante de declarações supostamente machistas proferidas pelo deputado.

Em maio de 2019, a deputada solicitou apuração das declarações consideradas machistas proferidas também pelo deputado Luiz Fernando a respeito de Carla.

Na ocasião, o parlamentar disse aos brados que “a deputada [Carla Morando] não sabe o que faz no cargo que seu marido lhe concedeu”.

A frase foi entendida como agressão à sua dignidade.

Isso por reduzi-la como pessoa e como parlamentar, ao expô-la gratuitamente, como se sua atuação política e pessoal fosse mero apêndice ou “concessão” do marido.

O ocorrido foi objeto da primeira representação apresentada por Morando contra o parlamentar Luiz Fernando no Conselho de Ética da Alesp.

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