Artigo publicado na revista Engenharia, do Instituto de Engenharia, detalha, em suma, os desafios estruturais e as soluções adotadas para implantação do corredor metropolitano
O BRT ABC, obra e gestão da empresa Next Mobilidade, é, em primeiro lugar, tema de um artigo técnico publicado na revista Engenharia.
Trata-se de órgão oficial do Instituto de Engenharia, que destaca os desafios e as soluções estruturais empregados na implantação de grandes obras de infraestrutura em ambientes urbanos complexos.
O estudo apresenta, o empreendimento, por exemplo, como um caso relevante de aplicação da engenharia estrutural.
Isso, diante das dificuldades de executar intervenções de grande porte, portanto, em uma região densamente ocupada.
Com 17,3 quilômetros de extensão e 9 estações, o corredor foi projetado, em resumo, para conectar municípios do ABCD à Capital, com integração a outros sistemas de transporte metropolitano.
A implantação envolve, além disso, um conjunto de Obras de Arte Especiais (OAEs).
São pontes, viadutos e passarelas, necessárias para superar, por exemplo, barreiras urbanas e garantir a continuidade do trajeto.
Publicado na edição especial de 110 anos do Instituto de Engenharia, o artigo “Soluções Estruturais e Desafios de Implantação das Obras de Arte Especiais em Corredor Urbano Complexo”, assinado por Tunehiro Uono e Eny Kaori Uono Sanchez, detalha as dificuldades técnicas encontradas ao longo do corredor.
Desafios
Entre os principais desafios estão as interferências com redes subterrâneas de água, esgoto e drenagem, linhas de transmissão de energia, áreas ambientalmente sensíveis e a necessidade de executar as estruturas com espaço limitado, mantendo a circulação de veículos e pedestres.
Para superar essas condições, foram adotadas soluções como fundações profundas, deslocamento de pilares, ampliação de vãos estruturais, utilização de vigas pré-moldadas de grandes dimensões e estruturas metálicas que permitem montagem mais rápida.
O planejamento também incluiu monitoramento de recalques, deslocamentos e das redes subterrâneas próximas às frentes de trabalho.
O estudo ressalta que a implantação de empreendimentos desse porte exige integração entre diferentes áreas da engenharia, planejamento detalhado e coordenação entre projetistas, construtores e concessionárias de serviços públicos.
A análise técnica reforça a dimensão dos desafios envolvidos na implantação do BRT ABC.
Da mesma forma, evidencia a importância das soluções de engenharia para ampliar a mobilidade metropolitana.
Sempre preservando a segurança, a durabilidade das estruturas e o funcionamento da cidade durante a execução das obras.
O projeto
O BRT ABC é um projeto de transporte coletivo metropolitano que prevê a ligação entre o Terminal São Bernardo do Campo e os terminais Tamanduateí e Sacomã, na Capital.
Com 17,3 quilômetros de extensão e 9 estações previstas, o sistema foi concebido para conectar o ABCD à rede metroferroviária.
Com integração à Linha 10-Turquesa da CPTM e à Linha 2-Verde do Metrô.
A estimativa divulgada pelo projeto é atender cerca de 173 mil passageiros por dia.
O corredor foi projetado para operar com ônibus articulados 100% elétricos, em faixas exclusivas, com embarque em nível e cobrança de tarifa nas estações.
A infraestrutura prevê paradas climatizadas, acessibilidade, conexão com outros modais e sistemas de informação aos passageiros.
Tudo com o objetivo de proporcionar mais agilidade e conforto nos deslocamentos entre os municípios da região e a Capital.
A implantação envolve intervenções em São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul, incluindo a construção de viadutos, pontes e passarelas.
Essas estruturas são necessárias para compatibilizar o corredor com vias existentes, redes subterrâneas de serviços públicos, sistemas de drenagem e linhas de energia.
São justamente essas condições que ajudam, em conclusão, a explicar a complexidade técnica abordada no artigo publicado pelo Instituto de Engenharia.
