Encontro em São Bernardo do Campo tratou, em suma, de obras, segurança hídrica e participação dos municípios no planejamento das intervenções
O Consórcio Intermunicipal do ABCD participou, nesta sexta-feira (14.08), em primeiro lugar, de encontro regional para discutir ações voltadas à universalização do saneamento básico até 2029.
A agenda ocorreu, acima de tudo, na agência de atendimento presencial modernizada da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em São Bernardo do Campo.
Foram apresentados os investimentos planejados para o ABCD, que somam R$ 2,02 bilhões entre 2026 e 2029.
Isso, além de obras e iniciativas para ampliar o abastecimento de água e o esgotamento sanitário.
Entre os projetos está a Interligação Billings–Alto Tietê, iniciada em janeiro deste ano.
A pauta da abordou, da mesma forma, a ampliação e a substituição das redes de água e a Tarifa Social.
Tal tarifa atualmente beneficia mais de 124 mil pessoas na região metropolitana.
Procedimentos
O encontro apresentou o Plano de Licenciamento, Permissões e Autorizações, que organiza procedimentos, prazos e responsabilidades para viabilizar as intervenções necessárias à universalização, além da funcionalidade de Priorização de Obras, desenvolvida no âmbito do Programa Sabesp Presente.
A ferramenta permite que as prefeituras participem do planejamento e indiquem a ordem de execução das intervenções previstas no Plano de Universalização e no novo contrato de concessão, ampliando a transparência e a governança compartilhada.
O evento contou com a participação de representantes dos municípios do ABCD, da Unidade Regional de Saneamento Básico (Urae) da Região Metropolitana de São Paulo e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
Representando o Consórcio ABC, Lívia Rosseto, especialista em Projetos e Políticas Públicas, destacou que engajar os municípios desde a concepção do projeto garante governança e efetividade, garantindo que cada obra responda com precisão às demandas do território.
“A participação ativa dos municípios desde as primeiras fases do planejamento é indispensável. Isso assegura decisões mais assertivas e cronogramas alinhados às necessidades de cada localidade”, afirmou.
