Metalúrgicos da GM São Caetano em greve

In Sindical On
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Cidão comanda assembçeia no Portão 4 da GM

Em assembleia nesta sexta-feira (1º.10, os trabalhadores da General Motors (Chevrolet) São Caetano ratificaram decisão aprovada na quarta-feira de paralisar as atividades.

A medida dá-se pela rejeição à contraproposta salarial da GM São Caetano do Sul. e a greve é, em primeiro lugar, por prazo indeterminado.

A razão da paralisação é, acima de tudo, a recusa da empresa em apresentar proposta significativa que atenda as reivindicações dos trabalhadores.

A contraproposta apresentada pela empresa visa à reposição integral da inflação a ser aplicada aos salários em 1º de fevereiro/2022, mais 50% do INPC do período, com aplicação em fevereiro de 2023, vale-alimentação de R$ 350,00 a empregados com salários até R$ 4.429,00, e a sua implementação em fevereiro de 2022, e abono de R$ 1 mil a ser pago em outubro de 2021.

Sem alternativa

O presidente do Sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, reafirmou a decisão tomada na quarta-feira pelos trabalhadores.

Nesta sexta, portanto, eles cruzarem os braços até que uma nova contraproposta seja apresentada pela direção da General Motors.

“Não nos restou alternativa senão paralisar as atividades, pois a contraposta feita na mesa de negociação está aquém do que estamos reivindicando”, afirmou, em resumo, Cidão.

Reivindicações

Em termos econômicos os trabalhadores da GM São Caetano do Sul reivindicam os seguintes itens: reposição salarial com base no INPC acumulado nos últimos 12 meses; aumento real de 5%; Piso Salarial com correção pelo INPC de 2016 a 2021; vale-alimentação no valor de R$ 1 mil para os trabalhadores inseridos na grade nova e de R$ 500,00 para os demais; Participação nos Resultados (PR) no valor de R$ 18.000,00 com antecipação de R$ 10.000,00; adiantamento da metade do 13º Salário/2022 para fevereiro de 2022. Inclusão de cláusula sobre home office; pagamento de quinquênio de 5%; retorno do reajuste da grade salarial a cada 6 meses e cesta de Natal.

Além disso, reivindicam a manutenção das cláusulas sociais que constam do atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), particularmente a Clausula 42, que assegura estabilidade no emprego ao trabalhador portador de doenças ocupacionais e data-base em setembro.

A entidade ressalta, em conclusão, que a greve na GM foi decretada após sete longas rodadas de negociação entre o sindicato e a direção da empresa.

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