Município investe em cestos com sensores para barrar resíduos e avisar quando há necessidade de limpeza
A tecnologia tem sido importante aliada de Santo André para fomentar políticas de prevenção, adaptação e resiliência contra eventos climáticos extremos.
O município tem ampliado a instalação de bocas de lobo inteligentes, equipamentos que possuem cestos para impedir a passagem de resíduos para córregos e rios, além de sensores que alertam quando os dispositivos estão cheios de materiais.
Com esses dispositivos, há diminuição da incidência de pontos de alagamento, já que o descarte irregular de resíduos é um dos motivos que ocasionam ou agravam a obstrução do escoamento e o acúmulo de água nas vias.
“Pode parecer um equipamento simples, mas que auxilia muito no combate a alagamentos. Somente neste ano serão mais 500 bueiros inteligentes instalados, impedido que resíduos prejudiquem a drenagem do município. Assim, vamos conseguindo limpar a cidade e, principalmente, evitar enchentes”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.
Neste ano, a Prefeitura de Santo André irá instalar, ao todo, 561 equipamentos do tipo.
Todos em locais que têm histórico de pontos de alagamento e inundação. O investimento total será de R$ 3,2 milhões.
Inovação reduz poluição
Essa inovação de Santo André contribui para reduzir a poluição dos cursos d’água.
Afinal, toneladas de materiais deixam de ser encaminhadas para os leitos dos canais.
Os cestos e os sensores também são importantes para otimizar o processo de limpeza dos equipamentos de drenagem, pois os profissionais são direcionados para locais onde realmente há necessidade de atuação.
“As bocas de lobo inteligentes agregam vantagens em relação à eficiência operacional e à economia de recursos públicos. Outro fator importante é que a diminuição do uso de veículos também reduz a emissão de gases de efeito estufa. Ou seja, esta iniciativa inédita de Santo André promove diversos benefícios integrados”, explica o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos.
Educação ambiental – O descarte irregular de resíduos, por menor que seja o tamanho do material, é crime ambiental, passível de multa.
Para garantir o bom funcionamento dos equipamentos de drenagem e reduzir problemas de inundações e alagamentos, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) promove, durante todo o ano, ações de sensibilização e educação ambiental.
Aliado a isso, há vários programas e projetos socioambientais que incentivam o descarte adequado, trazendo, inclusive, benefícios como forma de contrapartida. É o caso do programa Moeda Verde, que distribui 1 quilo de hortifrúti para cada 5 quilos de materiais recicláveis que são entregue pelos munícipes.
Programa Sanear Santo André
A instalação de bocas de lobo inteligentes integra o pacote de melhorias que está sendo realizado no município por meio do Sanear Santo André, o maior programa da cidade que reúne intervenções de saneamento, mobilidade e infraestrutura urbana.
Para ampliar e modernizar o sistema de monitoramento e alerta de chuva do município, Santo André já recebeu a implantação de 25 estações meteorológicas e de 78 pluviômetros, além do desenvolvimento de um sistema de inteligência artificial que antecipa a ocorrência de riscos hidrológicos, ou seja, tempestades e suas consequências, como inundações, alagamentos e deslizamentos.
O Sanear Santo André recebe financiamento de US$ 50 milhões pela CAF, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. Graças ao programa, a cidade construiu mais 10 estações de coleta para ampliar o descarte correto de resíduos volumosos, realizou um diagnóstico de catadores autônomos de materiais recicláveis e construiu o Complexo Maurício de Medeiros e o Complexo Viário Cassaquera.
Atualmente, por meio do programa, estão sendo implantados mais sete reservatórios de águas pluviais na Vila Pires. Além disso, a Estação Elevatória de Águas Pluviais da Vila América, que funcionava como um piscinão, está sendo modernizada.
