Prefeito, Tite Campanella, entrega primeira Residência Terapêutica de São Caetano

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Tite fala com a secretária de Saúde, Adriana Berringer, na inauguração. Fotos: Gabriela Gonçalves / PMSCS

O prefeito, Tite Campanella, inaugurou nesta terça-feira (1º.09) a primeira Residência Terapêutica de São Caetano do Sul.

O local atenderá, em primeiro lugar, pacientes com transtornos mentais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar tipo I, que estiveram internados por mais de 2 anos em hospitais psiquiátricos e que não têm suporte familiar, além de pacientes egressos de hospitais de custódia sem suporte familiar.

A Residência Terapêutica é, acima de tudo, uma moradia apoiada.

Conta, por exemplo, com apoiadores de saúde, que auxiliam nas atividades diárias (organização geral do lar, mercado, limpeza, medicação, etc).

No imóvel de 500m² (sendo 473m² de área construída), atuarão 1 coordenadora, 6 cuidadores e 2 técnicos de Enfermagem, garantindo assistência 24 horas.

“Essa inauguração representa um importante avanço nas políticas públicas voltadas a tratamentos, terapias e acompanhamentos destinados a pacientes com transtornos mentais em São Caetano do Sul”, destacou o prefeito, Tite Campanella, lembrando que a Residência Terapêutica foi implantada, além disso, após anos de descumprimento judicial por parte da gestão passada.

Serão atendidos no espaço, da mesma forma, pacientes do sexo masculino (são 10 vagas), que frequentarão o CAPS para atividades terapêuticas e terão apoio da UBS (Unidade Básica de Saúde) Nair Spina Benedicts para questões de saúde em geral.

“É fundamental na estratégia de desinternação, na promoção do convívio social e no restabelecimento de laços afetivos de pacientes psiquiátricos”, concluiu a secretária municipal de Saúde, Adriana Berringer Stephan.

A Residência Terapêutica tem 5 quartos, banheiros, cozinha, salas para atividades terapêuticas e de estar (com televisão) e um jardim (que poderá receber uma horta), entre outros espaços.

Histórico

Ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo em 2018 obrigou a Prefeitura, portanto, a criar a Residência Terapêutica.

Após a tramitação dos recursos, a decisão tornou-se definitiva, além disso, em 17 de novembro de 2020.

Em janeiro de 2023, a Justiça fixou multa diária equivalente a um salário mínimo, limitada a 100 dias, em razão do descumprimento. Em julho de 2024, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 141,2 mil dos cofres municipais, valor correspondente à multa acumulada.

A Residência Terapêutica só começou a sair do papel no início da atual gestão. Em fevereiro de 2025, a Prefeitura informou o início dos procedimentos administrativos e a publicação de edital relacionado ao serviço. Em 10 de fevereiro deste ano foi firmado o contrato de locação do imóvel destinado à unidade.

Em abril, o Judiciário reconheceu o avanço e determinou o acompanhamento rigoroso da implantação, exigindo um cronograma com as etapas de reforma, aquisição de mobiliário, contratação de pessoal e definição da data de início das atividades, o que foi apresentado em julho.

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