Por que usar armas não letais na segurança patrimonial?

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Experiência do GRUPO GR demonstra que, com uma equipe bem treinada, o uso da força proporcional é a escolha certa

O conceito de “não letal” foi estabelecido simultaneamente nos Estados Unidos e na Europa, no início da década de 1990, e se refere a armas especificamente projetadas e empregadas para incapacitar temporariamente, ao mesmo tempo em que minimizam mortes e ferimentos permanentes, danos indesejáveis à propriedade e comprometimento do meio ambiente.

Ainda existe uma certa resistência na utilização no setor de segurança brasileiro, mas já há mudanças de perspectivas, conforme aponta Vinicius Freitas, Diretor de Operações do GRUPO GR.

“O futuro da segurança partirá do princípio da utilização de escalonamento da força, ou seja, no primeiro nível, a verbalização, controle de contato, técnicas de submissão, táticas não letais e por último força letal”, diz, em resumo, Freitas.

Modus operandi

“Para dar um panorama histórico do que estamos falando, o modus operandi da segurança começou a mudar na década de 90, quando houve a rebelião na penitenciária do Carandiru e outras tantas em outros presídios brasileiros. A polícia começou a utilizar armamento não letal, como pistolas com balas de borracha. As premissas da segurança privada também começaram a mudar e o uso proporcional da força é o método, cujo racional é, sem dúvida, o mais seguro e que estamos oferecendo cada vez mais a nossos clientes”, explica.

Segundo Freitas é a soma dos equipamentos não letais a treinamentos específicos e regulares que possibilita aplicar um trabalho de alto nível.

“Exigimos um treinamento para cada profissional envolvido com a segurança da empresa. Também precisamos que sejam devidamente credenciados nos órgãos responsáveis. O dia a dia do posto traz cada vez mais apuro técnico a este profissional, que precisa obedecer a todos os protocolos de segurança estabelecidos”, explica, da mesma forma.

Freitas diz que o cenário atual é de condição combinada entre operadores com armas não letais voltados para o atendimento ao público e a segurança do patrimônio, que utilizam pistolas elétricas, quando estritamente necessário, e o vigilante que utiliza a arma de fogo.

“Trata-se de uma segunda linha de defesa, fora do atendimento, em posições mais recuadas, em que exista maior visibilidade da situação, um posicionamento mais específico e estratégico, caso tenha de agir. O uso é muito específico, apenas em casos de assaltos ou invasões”.

Treinamento

O GRUPO GR em parceria com a Condor, empresa líder global em tecnologias não letais, promove, em 25 e 26 de agosto, treinamento de capacitação para profissionais da segurança privada no Centro de Instrução de Uso Proporcional da Força (CEPROF CONDOR), no Rio de Janeiro.

O curso terá 18 horas de aprendizado e envolverá atividades práticas e teóricas com agentes químicos lacrimogêneos e de pimenta (espargidores), granadas não letais, balas de borracha, arma de incapacitação neuromuscular e lançadores.

“O curso servirá para o aperfeiçoamento de gestores e professores da segurança privada, além de planejamento e execução de instruções orgânicas das empresas com o uso das tecnologias não letais. Será possível conferir as habilidades dos profissionais para planejarem as técnicas desempenhadas pelos agentes e vigilantes de forma estratégica, conforme a análise de risco e os potenciais tecnológicos existentes”, explica Lucas Pitanga, responsável pelo treinamento Condor.

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