Encontro tratou, em primeiro lugar, de estratégias para reindustrialização, integração com universidades e ações voltadas ao parque produtivo da região
O Consórcio Intermunicipal do ABCD recebeu nesta quarta-feira (09.09) a vice-presidente Jurídica, de Relações Institucionais e Comunicação da Braskem, Camilla Tápias, para discutir, acima de tudo, os desafios do setor petroquímico, a preservação do Polo Petroquímico e estratégias para impulsionar a atividade industrial na região.
Participaram do encontro, por exemplo, o presidente do Consórcio e prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi; a vice-prefeita de Santo André, Silvana Medeiros; o vice-prefeito de Mauá, João Veríssimo; o secretário-executivo da entidade regional, Gilmar Viana; o diretor Jurídico, Marcelo Golla; e o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do ABCD, Aroaldo Silva.
A reunião abordou, em suma, o cenário da indústria petroquímica, os impactos do aumento das importações e as transformações do mercado mundial.
Os participantes discutiram, além disso, medidas para ampliar a competitividade da produção nacional e criar condições para uma política permanente de reindustrialização, com participação dos municípios, empresas, universidades, trabalhadores e governos.
Ação conjunta
Guto Volpi ressaltou que a atuação conjunta dos sete municípios amplia a capacidade da região de enfrentar desafios que ultrapassam os limites de cada cidade.
O presidente do Consórcio afirmou que a entidade seguirá trabalhando pela preservação do Polo Petroquímico.
Além disso, pela criação de um ambiente favorável à atividade produtiva, com diálogo institucional e segurança jurídica.
“Estamos vivendo um momento muito positivo de união dos prefeitos do Grande ABC, com foco no fortalecimento da nossa região. O parque industrial necessita desse apoio integrado, aproximando a indústria do meio acadêmico e das nossas universidades. A Braskem e o setor produtivo podem não apenas confiar, mas contar com a atuação firme do Consórcio para defender o Polo Petroquímico de forma segura e estratégica”, afirmou, em resumo Guto Volpi.
Relevância estratégica
Camilla Tápias destacou a relevância estratégica da indústria petroquímica para o Brasil e defendeu uma atuação integrada de toda a cadeia produtiva.
Segundo a executiva, empresas, fornecedores, clientes, Petrobras, poder público e instituições de ensino e pesquisa precisam atuar de forma coordenada para enfrentar o atual cenário.
A vice-presidente da Braskem também apontou a presença de universidades, faculdades e institutos de pesquisa como um diferencial do ABCD para a inovação.
A proximidade entre o setor produtivo e essas instituições pode favorecer iniciativas de pesquisa aplicada, formação profissional e desenvolvimento tecnológico voltadas às necessidades da indústria.
“O setor petroquímico passa por um momento desafiador no cenário global e precisa de uma visão de Estado e de cooperação em toda a sua cadeia. O Brasil tem a quinta maior indústria petroquímica do mundo, e a fábrica do Grande ABC possui uma relevância histórica e estratégica enorme. A colaboração com as prefeituras, com a Petrobras e com a forte rede universitária do ABC é fundamental para superar os desafios, impulsionar a inovação e garantir o desenvolvimento sustentável da região”, ressaltou.
Impacto econômico
Outro ponto destacado foi o impacto econômico do Polo Petroquímico, que contribui para a geração de empregos, renda e arrecadação nos municípios.
A Braskem mantém cerca de mil trabalhadores diretos na região e recebe aproximadamente 3 mil profissionais terceirizados diariamente.
Os investimentos em modernização, tecnologia, segurança e sustentabilidade ambiental também integram a trajetória do complexo industrial.
Ao fim da reunião, o presidente do Consórcio reafirmou, por exemplo, o compromisso da entidade com a defesa da indústria nacional.
Abordou também a construção de uma agenda regional de reindustrialização.
O órgão intermunicipal mantém, da mesma forma, diálogo com o setor produtivo, universidades e governos estadual e federal.
Sempre com o objetivo de preservar empregos, estimular investimentos e ampliar, em conclusão, a competitividade do ABCD.
