O prefeito, Tite Campanella, inaugurou oficialmente nesta sexta-feira (06.11) o Centro de Atendimento Integrado Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência.
A cerimônia, no Cecape (Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação) Drª Zilda Arns, teve participação da rainha Sílvia, da Suécia, e da princesa Madeleine, além de representantes do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e da Childhood do Brasil, responsáveis pelo projeto ao lado da Prefeitura.
O CAI (Centro de Atendimento Integrado) está situado no 9º andar do Hospital Márcia Braido do Complexo Hospitalar e realizará atendimentos de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de diferentes formas de violência, incluindo violência física, psicológica, sexual, institucional e por negligência.
Visando contemplar as famílias que não tenham condições de comparecer ao serviço em horário comercial, o CAI realizará agendamentos e atenderá aos casos apresentados pela rede de proteção, mediante encaminhamento do Conselho Tutelar em horário ampliado, de segunda a sexta, das 7 às 19h.
Passo importante
Trata-se de um passo importante do município no sentido de oferecer um serviço de atendimento integrado e interdisciplinar para crianças e adolescentes que tenham sofrido ou presenciado situações de violência. A proposta prevê a articulação entre os órgãos do Sistema de Garantia de Direitos, do Sistema de Justiça e das redes municipais de Saúde e Assistência Social. São Caetano será a primeira cidade do Brasil a receber essa parceria com o instituto Childhood Brasil. Iniciativas semelhantes só existem na Alemanha e nos Estados Unidos.
Segundo o prefeito de São Caetano do Sul, Tite Campanella, o objetivo é que essa experiência possa ser disseminada e espalhada para todo o Estado de São Paulo e para o restante do Brasil.
“A violência contra a criança e contra o adolescente é uma realidade triste que nós enfrentamos e que temos de combater a todo tempo. Que este centro possa ser exemplo pra gente tornar a vida dessas crianças e adolescentes muito melhor e muito mais segura”, discursou, em resumo, o chefe do Executivo.




Criada em 1999
Em 1999, a Rainha Sílvia, da Suécia, criou a Childhood Brasil.
Trata-se de uma organização sem fins lucrativos que visa fortalecer a proteção da infância e da adolescência em todas as suas dimensões.
No discurso, Sua Majestade destacou a importância do CAI.
“A infância e a adolescência devem ser tempos de descoberta, afeto, sonhos e possibilidades. Etapas da vida em que todos devem se sentir seguros, respeitados e livres para desenvolver seu potencial. Que esse centro seja um lugar de proteção, de recondução da confiança e, sobretudo, de novos caminhos e possibilidades para o futuro”, declarou, em suma, a rainha, amplamente aplaudida.
Centro Integrado
O CAI contará com equipe multiprofissional e infraestrutura adequada.
Incluindo, portanto, espaço físico, equipamentos, mobiliário e recursos tecnológicos necessários à prestação do atendimento.
“A integração dos serviços não significa apenas facilitar o atendimento, significa reduzir deslocamentos, agilizar respostas e criar melhores condições para que os profissionais atuem de forma coordenada, com mais eficiência e atenção às necessidades de cada criança e adolescente”, explicou, da mesma forma, o presidente do Conselho da Childhood do Brasil, Carlos Jereissati.
Nessa etapa de implantação, o CAI terá como público prioritário crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual e de violência intrafamiliar, considerando situações que demandem resposta integrada e especializada da rede de proteção.
A implantação deverá acontecer de forma gradual, com organização dos fluxos, dimensionamento da capacidade de atendimento, qualificação da equipe e avaliação dos resultados.
“Essa iniciativa da Prefeitura de São Caetano, do Tribunal de Justiça e da Childhood significa a soma de esforços para o combate a esse tipo de delito. De nada adianta nós julgarmos e devolvermos a criança para a casa, para o ambiente onde foi praticado o crime. Nós precisamos, além do julgamento, tirar a criança daquele ambiente onde foi praticada a violência. E é nesse momento que a rede entra em ação”, disse, em conclusão, o desembargador Francisco Eduardo Loureiro, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Serviço – Centro de Atendimento Integrado Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência
Local: Hospital Márcia Braido do Complexo Hospitalar (9º andar), – Rua Luiz Louzã, 48, Bairro Olímpico.
Horário: segunda a sexta, das 7h às 19h.






