Braskem registra EBITDA Recorrente de US$ 1,1 bilhão em 2024, 46% superior ao de 2023

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Roberto Ramos, CEO da Braskem

No 4º trimestre de 2024, a geração recorrente de caixa da companhia foi de R$ 265 milhões, mas ciclo de baixa ainda é um desafio para o setor

A Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, registrou, em primeiro lugar, EBITDA recorrente de US$ 1,1 bilhão em 2024, 46% maior do que o registrado em 2023.

No 4T24, a geração recorrente de caixa foi, acima de tudo, de R$ 265 milhões e o EBITDA recorrente foi de R$ 557 milhões.

Os resultados e a demanda do 4T24 foram muito influenciados pela desaceleração da atividade econômica industrial, pela manutenção da taxa de juros em patamares historicamente elevados e pela formação de estoques pela cadeia de transformação ocorrida no 3T24, movimento também observado nos Estados Unidos.

No período, por exemplo, as vendas no mercado brasileiro foram menores em relação ao trimestre anterior, que teve maior volume de exportações em função da maior disponibilidade de produtos para a exportação.

O 4T24 contou ainda com os principais spreads no mercado internacional em queda, em relação ao 3T24, e menores do que a média do ano de 2024, com destaque para a redução dos spreads de PE e dos principais químicos, o que impactou o resultado da companhia no trimestre.

“No Brasil, a redução de 23% dos spreads de PE e dos principais químicos, em 24%, em relação ao 3T24, pode ser explicada pela queda das referências de preço dos produtos no mercado internacional. E isso em função da menor demanda dada a sazonalidade do período”, ressalta Roberto Ramos, CEO da Braskem.

México

No México, os spreads foram menores em 21% em relação ao 3T24, em função da queda dos preços de PE no mercado internacional, combinado com o aumento do preço do etano nos Estados Unidos em função da alta do gás natural na temporada de inverno da região.

Nos EUA, o spread de PP permaneceu em linha, quando comparado ao 3T24, enquanto o spread de PP na Europa foi 11% menor, diante da redução do preço do PP na comparação ao terceiro trimestre, em função da menor demanda sazonal e do menor preço do propeno na Europa.

O último trimestre do ano foi também marcado pelo prejuízo líquido da companhia no valor de R$ 5,9 bilhões, em função, principalmente, do impacto de R$ 4,7 bilhões de variação cambial negativa no resultado financeiro consolidado.

Em 2024, a Braskem acumulou um prejuízo líquido de R$ 12,1 bilhões, sendo influenciado pela variação cambial negativa de R$ 11,5 bilhões.

“O cenário petroquímico ainda está em um ciclo de baixa e temos o desafio de enfrentá-lo com foco no uso racional de recursos e na implementação de iniciativas táticas de mitigação dos impactos deste período”, afirma Ramos. “Iremos em busca da redução da base Nafta, do aumento da base gás e da migração para projetos bio-based”, completa.

Alta no PE Verde e investimentos realizados

O volume de vendas do PE Verde (I’m green™bio-based), no 4T24, foi de 57 mil toneladas, sendo o maior volume trimestral registrado pela companhia desde o início das operações na unidade de Triunfo (RS), em 2010.

E, na comparação com o 3T24, houve um aumento de 24% em seu volume de vendas, o que é explicado pela maior demanda de PE Verde na Europa e Ásia.

Outro destaque da companhia foi a realização de investimentos de cerca de US$ 429 milhões em 2024. Os principais foram os operacionais que incluíram as paradas programadas de manutenção, nas plantas do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa, e os de melhoria na integridade mecânica dos ativos brasileiros.  Já os recursos estratégicos foram direcionados, principalmente, para a conclusão dos pagamentos do projeto de aumento de capacidade da planta de eteno verde no Brasil; para os projetos associados à eficiência energética dos ativos industriais; para a redução da emissão de CO2 e as iniciativas em inovação e tecnologia. 

Medidas em Maceió

A Braskem continua atuando para concluir as indenizações de famílias, comerciantes e empresários das áreas desocupadas de Alagoas. Até dezembro de 2024, foram apresentadas mais de 19 mil propostas, 99,9% do total previsto, sendo que mais de 98% das indenizações previstas já foram pagas.

Até o final de janeiro de 2025, os principais avanços nas frentes de atuação em Maceió foram: o Programa de Compensação Financeira e Apoio à Realocação (PCF) com aproximadamente R$ 4,2 bilhões já desembolsados; a atualização da provisão para a frente de Fechamento das Cavidades de Sal, que atualmente considera o preenchimento com material sólido para 29 cavidades, enquanto 6 cavidades foram naturalmente preenchidas.

Desta forma, caso sejam necessárias, estão provisionadas todas as ações que garantem que as 35 cavidades alcancem um estado livre de manutenção no longo prazo.

Na frente de medidas socio-urbanísticas, 11 projetos foram definidos, em conclusão, para mobilidade urbana, sendo seis concluídos, dois em andamento e três em planejamento.

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