Para a jornalista, políticas de proteção devem ir além da denúncia e da punição, garantindo trabalho, renda e autonomia para que mulheres possam romper ciclos e reconstruir suas vidas
A jornalista e candidata a deputada federal pelo PSD de São Paulo, Rachel Sheherazade, defende que as políticas de proteção às mulheres vítimas de violência precisam ir além da denúncia e da punição ao agressor.
Para ela, é necessário criar condições para que essas mulheres rompam ciclos de dependência econômica.
Assim, conquistem autonomia financeira e possam reconstruir suas vidas.
Na avaliação da jornalista, deixar uma relação abusiva muitas vezes significa enfrentar obstáculos concretos, como a falta de renda, a dificuldade para ingressar ou retornar ao mercado de trabalho, a responsabilidade pelos filhos e o desconhecimento sobre os mecanismos de proteção disponíveis.
“Precisamos criar, em todos os setores da sociedade, uma rede para fortalecer o acolhimento, a denúncia e a proteção das vítimas. Mas também precisamos criar condições concretas para que as mulheres possam reconstruir suas vidas. O lugar da mulher é nos lugares de decisão, na política e onde ela quiser. Longe de qualquer tipo de violência”, destaca, em resumo, Rachel.
Cenário exige atenção
O posicionamento da candidata ocorre diante de um cenário que exige atenção.
Em 2025, o Ligue 180 registrou 155.111 denúncias de violência contra mulheres, um aumento de 17,4% em relação ao ano anterior.
Entre as violações registradas, a violência psicológica foi a mais recorrente, com mais de 339 mil registros.
No mesmo período, foram registrados 1.548 feminicídios, segundo dados do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM) 2026.
“Infelizmente, os números continuam preocupantes. Entre janeiro e julho deste ano, foram contabilizadas 848 vítimas de feminicídio no País, de acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública”, diz ela.
E, além disso, prossegue: “Precisamos agir, criando políticas de proteção cada vez mais eficientes para as mulheres”.
Da mesma forma, Rachel chama atenção para o papel que empresas e poder público podem desempenhar nesse processo.
Oferecendo, em suma, oportunidades de trabalho e mecanismos que favoreçam a autonomia econômica de mulheres que precisam recomeçar.
“Trabalho, renda, acesso à informação e conhecimento sobre direitos ampliam as possibilidades de escolha e ajudam uma mulher a não permanecer ou retornar a uma situação de violência por falta de alternativas”, diz, em conclusão, a jornalista.
