Seleção dos moradores atenderá, em primeiro lugar, critérios de programa federal e terá início a partir do meio do ano que vem
Cerca de 200 pessoas prestigiara o lançamento da construção de 160 unidades habitacionais de interesse social do programa Minha Casa Minha Vida.
Trata-se, portanto, do empreendimento Oratório I, localizado à rua Carlos Alberto da Silva.
A obra é resultado, acima de tudo, da parceria entre a Prefeitura de Mauá, por meio da Secretaria de Habitação, Estado e Governo Federal.
Com investimentos de R$31,7 milhões, o empreendimento terá, por exemplo, duas etapas, com a segunda somando mais 120 unidades, ainda sem início previsto.
“Eu tô ansioso. É muito bom que a construção seja no bairro. Moro aqui há 17 anos, a gente tá acostumado e conhece todo mundo”, disse, em resumo, o pernambucano José Pedro da Silva, de 60 anos, que criou sua família numa das casas removidas que deram espaço à Viela Santarém.
Com isso, a família passou, em suma, a receber o Auxílio-Aluguel.
José agora vai atualizar seu cadastro, porque o fato de morar no Jardim Oratório e receber o auxílio-aluguel estão entre os critérios para ser contemplado com uma unidade.
Os outros critérios incluem beneficiários de programas sociais, não ter outro imóvel nem ter participado de outros programas habitacionais, além de atender famílias com renda mensal até R$3.200,00 e considerar pessoas com deficiência, mães-solo e mulheres em situação de violência.
Uma bênção
“É uma benção! Já passei por muita humilhação e saber que posso ter a minha casa… Só de poder falar que ‘é meu’ já é uma grande coisa!!”, disse feliz a diarista Lucineia do Carmo Biazotto.
Lucineia já casou cinco dos sete filhos, e quer garantir segurança aos dois adolescentes e a neta que ainda moram com ela. Ela também espera há 17 anos.
“Muitas destas famílias vieram de áreas de risco ou de remoção para construção de vias. É muito gratificante que o governo possa proporcionar uma mudança de vida para essas pessoas”, destacou o prefeito Marcelo Oliveira.
Ele lembrou que entre as mudanças “está o fato de saírem de uma casa para morar em um apartamento e será preciso se adaptar, para que vivam em paz e harmonia, resolvendo as divergências.”
“Não é só um teto, é um lar, é o pertencimento e a memória afetiva”, afirmou a secretária de Habitação, Natália Rubinelli.
Os apartamentos terão 52m² e 53m² no edifício de 16 andares com elevadores.
O empreendimento inclui nova escola municipal, campo de futebol, acessibilidade, academia ao ar livre e parquinho de areia e outro com gramado, espaço pet, biblioteca e bicicletário.
A obra tem previsão de término para fevereiro de 2028.
