Por Clara Laface*
A sociedade contemporânea fomenta um ambiente cada vez mais competitivo. Competição essa que não se resume apenas à disputa de cargos, mas também a como você utiliza estrategicamente as suas redes sociais ou direciona suas ações de forma alinhada aos seus valores inegociáveis. Coloque na conta formações, participações em eventos e workshops. Em resumo, um pacote que influencia a maneira como você é percebido no mercado.
No entanto, e se eu te disser que o esporte que você pratica ou a série que você acompanha contribuem para fortalecer a sua marca pessoal e aumentar o seu valuation? Vou falar sobre as mad skills.
Elas não são tão disseminadas quanto as hard skills (competências técnicas) e as soft skills (competências comportamentais). Mad skills pode ser traduzido como “habilidades extraordinárias”. O termo nasceu, provavelmente, na cultura hip-hop dos anos 90 e, posteriormente, foi adotado pelo Vale do Silício. Essas habilidades são adquiridas por meio de experiências pessoais, práticas esportivas e hobbies que fazem parte da vida de muitos.
Olhe para a sua trajetória. Provavelmente você passou por desafios e, a partir desses acontecimentos, desenvolveu capacidades que não lhe eram inatas. O mesmo se aplica ao que você faz fora das paredes da sua corporação. Aulas de dança e de teatro, jogar futebol todas as quartas-feiras, fazer cerâmica, montar um Lego com seu filho ou assistir a séries sobre política, apenas para citar alguns exemplos, podem ajudar a desenvolver capacidades de persuasão, negociação, leitura de ambiente, foco, criatividade, trabalho em equipe, paciência, diligência, entre outras.
Em tempos de pessoas e conteúdos pasteurizados pelos modelos de linguagem de inteligência artificial, as mad skills se tornam um grande ativo de unicidade. Nenhuma inteligência artificial irá te proporcionar habilidades que você só irá adquirir vivenciando determinadas experiências. Quanto mais humano você for, mais irá gerar sentimentos e deixar uma marca na mente das pessoas.
É importante deixar claro que isso não pode se tornar um fardo. Você não deve escolher um hobby só porque ouviu dizer que ele ajuda a desenvolver a habilidade X ou Y. Também não precisa mexer em partes da sua história que mais irão prejudicar do que contribuir. A intenção é fazer com que algo natural se torne um ativo de posicionamento para que você se destaque pelos motivos certos.
Você já tinha pensado a respeito disso? Se não, aproveite e faça uma lista de habilidades extracurriculares. Também pergunte às pessoas do seu círculo no que você é bom. Muitas respostas podem te surpreender positivamente. E aí pode estar a chave para o início de uma nova história na sua jornada profissional.
Sobre Clara Laface
Consultora em posicionamento de marca pessoal, apoia líderes, executivos, empresários e profissionais em fases de crescimento, reposicionamento ou recolocação no mercado.
No ambiente corporativo, atua em comunicação interna e gestão de crise, com foco no alinhamento de mensagens, fortalecimento da cultura e engajamento de equipes. Ministra treinamentos e palestras sobre posicionamento profissional e comunicação. Foi VP de Marketing da AICI Brasil (2022–2024), é colunista do Portal Be News e docente na Comunica Escola de Comunicação e Imagem.
