Categoria cobra, em primeiro lugar, avanço nas negociações, reajuste com aumento real, redução da jornada sem redução de salários e fim da escala 6×1
Cerca de mil metalúrgicos participaram, nesta segunda-feira (10.08), acima de tudo, de um ato em Diadema que marcou nova mobilização da categoria na campanha salarial, cuja data-base é 1º de setembro.
A atividade também reforçou, da mesma forma, a luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários.
O ato ocorreu em frente à empresa Apis Delta e contou também com a participação de trabalhadores na Delga, Legas Metal, Metalpart e Brasmeck.
A categoria cobra, portanto, avanços nas negociações da campanha salarial.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wellington Damasceno, destacou que a mobilização tem como objetivo pressionar tanto as empresas quanto o Congresso Nacional.
“Hoje nós realizamos um ato da nossa campanha salarial, mas também pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada sem redução de salário. Paramos algumas empresas para mandar um recado para Brasília e para a bancada de negociação da nossa campanha: os trabalhadores estão organizados, mobilizados e em alerta”, afirmou, em suma.
Segundo o representante sindical, novas mobilizações poderão ocorrer caso as negociações não avancem.
Reivindicações
Entre as principais reivindicações estão a reposição da inflação medida pelo INPC, aumento real e a renovação das cláusulas sociais.
A mobilização desta segunda-feira também integra o Dia Nacional de Luta pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada sem redução de salários.
Wellington destacou que trabalhadores do ABCD já possuem experiências concretas de jornadas menores.
Portanto, defendeu que esse avanço seja ampliado para todo o País.
“Não podemos aceitar como normal que o trabalhador tenha apenas um dia por semana para descansar, se recuperar, ter lazer e conviver com a família, enquanto o Congresso pode discutir a ampliação do próprio período de recesso. A redução da jornada e o fim da escala 6×1 são pautas de justiça e de isonomia. É preciso garantir que todas as empresas tenham condições semelhantes de competitividade e que o tempo de trabalho seja nivelado. Essa é uma pauta justa para a classe trabalhadora e que beneficia toda a sociedade brasileira, porque, quando o trabalhador tem mais tempo para viver, toda a sociedade ganha”, assegurou.
O presidente lembrou ainda que a categoria metalúrgica tem histórico de mobilização pela redução da jornada.
E destacou que conquistas obtidas no passado devem servir de referência para as próximas gerações.
“Nós somos herdeiros dessas conquistas e precisamos avançar ainda mais para deixar para as próximas gerações”, destacou.
No ato, a direção do Sindicato também garantiu que a mobilização da categoria continuará durante a campanha salarial e na luta pela redução da jornada.
“Hoje é um dia frio, mas a companheirada está com o coração quente para fazer essa campanha salarial avançar e para fazer o futuro, que a luta do ABC chegue lá em Brasília e faça tremer aquele Senado”, concluiu Wellington.
