Programação teve, em suma, o diálogo “Participação Popular e Controle Social na Construção das Políticas para as Mulheres”
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM) realizou, na terça-feira (17/06), em primeiro lugar, a eleição para a composição da gestão 2026-2028.
O processo foi conduzido, acima de tudo, por uma Comissão Eleitoral paritária, composta por representantes da sociedade civil e do poder público.
Contou, além disso, com o apoio da Prefeitura de Mauá, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres.
A programação teve início, por exemplo, com o diálogo “Participação Popular e Controle Social na Construção das Políticas para as Mulheres”.
O mesmo foi conduzido, portanto, pela representante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), Valéria Cristina Vilhena.
O diálogo favoreceu a reflexão sobre democracia participativa, controle social e transversalidade das políticas públicas para as mulheres.
A atividade destacou a importância dos conselhos como instrumentos de participação cidadã e fortalecimento da democracia.
Durante o debate, foi destacado que os direitos das mulheres integra áreas como saúde, educação, assistência social, segurança, habitação, trabalho, cultura, esporte e direitos humanos.
Também reforçou, da mesma forma, que a promoção da igualdade de gênero é responsabilidade de toda a sociedade.
Os nomes
Na escolha das representantes da sociedade civil que integrarão o CMDM no biênio 2026-2028, no segmento Entidades, foram eleitas como titulares a Associação Aweto de Desenvolvimento Social (Solange da Silva), a União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Mauá (Meire Terezinha da Silva) e a Rede Voluntária Feminina de Combate ao Câncer de Mauá (Maria Inês da Silva). Na suplência foram eleitos o Instituto Maria Merces (Miriá Ferreira da Silva) , o Sindicato dos Servidores Públicos de Mauá (Deise kelly Copceski) e a Instituição Tia Célia (Adriana Mª da Silva Alves). No segmento Movimentos Sociais, foram eleitas as Promotoras Legais Populares (Alexandra Regina da Silva) e Promotoras Legais Populares Pretas (Marlene Santiago), o Coletivo Amêndoas Doulas (Renata Aparecida Condi Slompo) e o Grupo de Apoio e Acolhimento às Famílias Atípicas (Sueli Verginia de Oliveira Borges).
Já no segmento Assistidas pelos Serviços, foram eleitas como titulares Maria Santina da Silva, Diva Alves da Silva e Rose Camilo Alves Rabelo, tendo como suplentes Maria Aparecida Varin e Maria Aparecida de Aguiar Oliveira.
A nova composição do Conselho expressa a diversidade dos territórios e das formas de organização das mulheres em Mauá.
Estão representadas mulheres que atuam na defesa de direitos, no acolhimento e apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade, na luta pela saúde, na promoção da cidadania, na organização comunitária, na cultura popular e no samba, na valorização das tradições afro-brasileiras e indígenas, no incentivo à leitura e à formação, no esporte, no fortalecimento das famílias, no enfrentamento às violências e na promoção da autonomia das mulheres.
Democracia participativa
Para o prefeito, Marcelo Oliveira, a eleição reafirma o compromisso de Mauá com a democracia participativa.
“Os conselhos municipais são espaços fundamentais de diálogo entre governo e sociedade civil. A participação popular fortalece as políticas públicas e garante que elas estejam conectadas às necessidades reais da população. A diversidade de representações eleitas demonstra a força da organização das mulheres em nossa cidade e reforça nosso compromisso com uma gestão democrática, participativa e comprometida com a promoção da igualdade”, disse Marcelo.
A secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Cida Maia, destacou,, além disso, que o processo eleitoral foi pensado para ir além da escolha das conselheiras.
“Quando construímos esta atividade, não pensamos apenas em uma eleição. Pensamos na importância de fortalecer a participação popular, o controle social e o diálogo entre diferentes setores da sociedade. Antes de votar, foi fundamental refletirmos sobre o papel dos conselhos e sobre a responsabilidade coletiva na construção das políticas para as mulheres. Os direitos das mulheres atravessam todas as políticas públicas e precisam ser assumidos por toda a cidade”, assinalou, em resumo.
A atual presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Marlene Santiago, ressaltou a relevância da nova composição.
“O resultado deste processo demonstra a vitalidade do movimento de mulheres em Mauá. Ter no Conselho representantes de diferentes segmentos, trajetórias e experiências fortalece nossa capacidade de escuta, diálogo e incidência. Seguiremos trabalhando para que este seja um espaço democrático, plural e comprometido com a defesa dos direitos das mulheres”, disse, em conclusão.
