O prefeito, Tite Campanella, assinou contrato, em primeiro lugar, para a implantação do Teste do Pezinho Ampliado em São Caetano do Sul.
Tal acordo com o Instituto Jô Clemente amplia, acima de tudo, de 6 para 52 o número de doenças detectáveis.
A assinatura teve como palco, além disso, o Palácio da Cerâmica, nesta terça-feira (09.06).
Entre as doenças que passam a ser detectadas estão enfermidades metabólicas, genéticas, infecciosas, imunológicas e neuromusculares raras. O Teste do Pezinho Ampliado será realizado, portanto, a partir desta quarta-feira (10.06) em todos os nascidos na maternidade municipal, no Hospital Euryclides de Jesus Zerbini, dentro do Complexo Hospitalar de Clínicas – a estimativa é a de 610 atendimentos por ano.
Com isso, São Caetano passa a oferecer uma das mais amplas coberturas de triagem neonatal do Estado de São Paulo – o teste é realizado entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê.
A iniciativa fortalece o diagnóstico precoce e amplia as oportunidades de tratamento para condições que podem comprometer o desenvolvimento infantil quando não identificadas nos primeiros dias de vida.
Serviços qualificados
“Temos compromisso com a prestação de serviços públicos cada vez mais qualificados porque sempre há por onde avançar. E a oferta do Teste do Pezinho Ampliado vai neste sentido. Possibilitando o diagnóstico precoce de 52 doenças salvamos vidas e oferecemos melhores condições de desenvolvimento às crianças”, afirmou o prefeito, Tite Campanella.
Superintendente do Instituto Jô Clemente, referência nacional em triagem neonatal, Daniela Machado Mendes destacou o protagonismo de São Caetano na área.
“Apesar de termos lei federal de 2021 garantindo o acesso ao teste ampliado, poucos municípios do País já o implantaram, e menos ainda são os que contam com atendimento universal. Então São Caetano está de parabéns por sair na frente”, disse, em resumo.
A coleta é realizada no próprio Complexo Hospitalar. O principal benefício da ampliação é a possibilidade de identificar alterações antes do aparecimento dos sintomas.
Em muitos casos, o diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento de forma imediata, aumentando significativamente as chances de desenvolvimento saudável e reduzindo o risco de complicações permanentes.
Essa abordagem não só alivia o sofrimento das crianças e suas famílias, como contribui para a redução da demanda e dos custos sobre o sistema de Saúde a longo prazo, evitando o manejo de doenças em estágios já avançados.
“Seguimos a diretriz do prefeito de sermos bons para a população, nesse caso, para as crianças. Teremos o teste ampliado, exames confirmatórios e uma rede de atendimento estruturada para efetivamente fazer a diferença na vida dessas crianças”, observou a secretária municipal de Saúde. “Não é só um teste. É um programa de atenção permanente”, concluiu.
O Dia Nacional do Teste do Pezinho é comemorado em 6 de junho – o Teste do Pezinho completa 50 anos no Brasil em 2026.
Cuidado contínuo
Além da realização dos exames, o contrato contempla o fornecimento de insumos para coleta; emissão eletrônica dos resultados em até sete dias úteis; exames confirmatórios (quando necessários); busca ativa de pacientes com resultados alterados; aconselhamento genético; acompanhamento multidisciplinar dos casos positivos; e a capacitação permanente das equipes de saúde envolvidas no atendimento.
Quando identificado algum resultado alterado no Teste do Pezinho, o município conta com uma rede estruturada para acolhimento, investigação diagnóstica e acompanhamento especializado das crianças e suas famílias.
Esse fluxo envolve serviços como a Casa da Gestante, a USCA (Unidade de Saúde da Criança e do Adolescente) e o Cuidar (Complexo Unificado de Inclusão, Desenvolvimento, Apoio e Reabilitação) Jorge Martins Salgado, além da articulação com a rede estadual de Saúde e o Instituto Jô Clemente.
Dessa forma é assegurada a assistência integral dos primeiros dias de vida até a plena integração no sistema de saúde e apoio social.
Doenças detectáveis
- Fenilcetonúria
- Hipotireoidismo Congênito
- Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias
- Fibrose Cística
- Hiperplasia Adrenal Congênita
- Deficiência de Biotinidase
- Galactosemia
- Deficiência de G6PD
- Toxoplasmose Congênita
- Argininemia
- Hiperargininemia Transitória
- Acidúria Argininosuccínica
- Deficiência da Desidrogenase Quinase dos Aminoácidos Aromáticos (BCKDKD)
- Citrulinemia
- Deficiência de Serina
- Deficiência de Citrina (Citrulinemia Tipo 2)
- Deficiência de Piruvato Carboxilase
- Hiperfenilalaninemia
- Deficiência de Tetrahidrobiopterina
- Homocistinúria
- Síndrome de Hiperornitinemia-Hiperamonemia-Homocitrulinúria (HHH)
- Hipermetioninemia
- Deficiência de Ornitina Transcarbamilase (OTC)
- Leucinose (Doença da Urina do Xarope de Bordo)
- Encefalopatia por Glicina
- Tirosinemia Transitória
- Tirosinemia Tipo 1
- Tirosinemia Tipo 2
- Tirosinemia Tipo 3
- Deficiência de 3-Metilcrotonil-CoA-Carboxilase (3MCC)
- Acidemia Glutárica Tipo 1
- Acidemia Isovalérica
- Acidemia Malônica
- Acidemia Metilmalônica
- Acidemia Propiônica
- Deficiência Múltipla de Carboxilases
- Deficiência de Acetoacetil-CoA Tiolase Mitocondrial
- Deficiência da Desidrogenase de Múltiplas Acil-CoA (MADD) ou Acidemia Glutárica Tipo 2
- Deficiência de Carnitina Palmitoil Transferase Tipo 1 (CPT-1)
- Deficiência de Carnitina Palmitoil Transferase Tipo 2 (CPT-2)
- Deficiência Primária de Carnitina
- Acidúria Hidroximetilglutárica (Deficiência de HMG-CoA Liase)
- Deficiência da Desidrogenase de 3-Hidroxiacil-CoA de Cadeia Longa (LCHAD)
- Deficiência da Desidrogenase de Acil-CoA de Cadeia Média (MCAD)
- Deficiência da Desidrogenase de Acil-CoA de Cadeia Muito Longa (VLCAD)
- Deficiência de Proteína Trifuncional
- Deficiência de Carnitina-Acilcarnitina Translocase
- Deficiência de Adenosina Desaminase (ADA-SCID)
- Adrenoleucodistrofia Ligada ao X
- Imunodeficiência Combinada Grave (SCID) (TRECs e KRECs)
- Agamaglobulinemia (AGAMA) (TRECs e KRECs)
- Atrofia Muscular Espinhal 5q (AME-5q).
