Na sexta-feira (22.05), São Caetano do Sul teve, em primeiro lugar, uma pequena mostra do que será a 15ª Entoada Nordestina.
A festa tradicional acontecerá, acima de tudo, em 30 e 31 de maio, no Espaço Verde Chico Mendes (Avenida Fernando Simonsen, 566, Bairro Cerâmica).
Em evento homenageou, além disso, personalidades representativas da comunidade nordestina de São Caetano do Sul.
Teve, da mesma forma, a participação do cantor e compositor Daniel Feittosa.
A Prefeitura promoveu, além disso, degustação de pratos típicos que serão servidos na festa.
“O Brasil é constituído por uma mistura de povos e culturas e precisamos valorizar essa riqueza. Essa é a essência do país. Fico muito feliz por poder dar continuidade à tradição da Entoada Nordestina e enaltecer o legado de pessoas que ajudaram a construir a nossa cidade”, declarou, em resumo, o prefeito, Tite Campanella.
“Falar da Entoada é falar no coletivo, é reconhecer o cuidado, a gentileza e o comprometimento da comunidade nordestina com São Caetano. Na festa, trazemos essa experiência de coletividade, falando à sensibilidade das pessoas e movimentando a economia do município”, destacou, em suma, a secretária de Cultura, Camila Zanon.
Ela destacou que a festa oferecerá 21 atrações de palco, mobilizando mais de 200 profissionais, entre artistas e equipe técnica, além das oficinas artísticas e 17 barracas de pratos típicos e bebidas.
E aproveitou para convidar os presentes a participar do próximo evento CultSanca na Rua, que levará o músico Daniel Feittosa à Praça Cardeal Arcoverde em 26 de maio, terça-feira, ao meio-dia, antecipando o clima da festa.
Homenagens
Receberam a Medalha Entoada Nordestina pessoas vindas do Nordeste do País, e que têm contribuído com o crescimento, segurança e o bem-estar de São Caetano do Sul.
É o caso de José Dinovan da Silva, que reside em São Caetano há 48 anos, vindo de Caruaru, Pernambuco.
Ao se aposentar como bombeiro, ele não quis ficar parado: em 2017 ingressou na Defesa Civil e vem se dedicando a cuidar da população da cidade desde então.
Ficou surpreso com o reconhecimento. “Gosto de ajudar as pessoas”, disse com simplicidade.
“Não fazia ideia de que receberia essa homenagem, mas fiquei muito feliz de ter sido reconhecido”.
Outro dos homenageados, Aldeci Nunes da Silva, também tem uma longa história de serviço à cidade, na Guarda Civil Municipal, onde ingressou em 1989.
Veio de Floresta, Pernambuco, sozinho com 20 anos de idade e aqui formou família e amigos.
“Minha vida inteira é em São Caetano, aqui fiquei, trabalhei na Guarda sem atrasar nenhum dia e ajudei a formar minha filha médica veterinária”, conta, com satisfação.
Oportunidades
A busca de oportunidades para sua família também foi um dos motivos pelo qual Rosa Maria Ribeiro Silva saiu de Morros, no Maranhão.
Em São Caetano ela encontrou as oportunidades que procurava para seus sete filhos (três biológicos e quatro adotados), por meio da educação.
“Tudo o que eu queria era o melhor para os meus filhos. Hoje estão todos formados”, diz com gratidão.
Rosa retribui o que conquistou com a educação dedicando-se à área administrativa da Fundação das Artes, onde trabalha há quatro anos.
Veja a relação dos homenageados no evento: Aldeci Nunes da Silva, Francisca Costa Fernandes, Francisca Ferreira dos Santos, Geruzia Barbosa das Neves, Jaina Ferreira Filha, José Dinovan da Silva, Laércio Rufino Leite, Maria da Penha Barros, Maria Damiana Barbosa da Silva, Rosa Maria Ribeiro Silva e Teodora Carmelita da Silva.
Degustação
O público pôde apreciar, por exemplo, algumas das delícias da culinária nordestina que serão oferecidas nas barracas gastronômicas da festa.
Todas elas foram selecionadas por edital de chamamento público.
Pratos doces e salgados, como baião de dois, acarajé, feijão de corda, tapioca, pamonha e curau foram servidos aos presentes.
Na Entoada, serão montadas 17 barracas de alimentos e bebidas, garantindo a energia necessária para a programação que começa às 11h e segue até às 21h.
A programação musical inclui, além disso, nomes consagrados em todo o País, como Mestrinho e Circuladô de Fulô.
Isso, além de artistas locais que têm difundido, em conclusão, a cultura nordestina no ABCD, Capital e cidades do Interior.
