Conheça, em primeiro lugar, a história e a importância desse setor da Next Mobilidade
Quem utiliza com frequência os trólebus que circulam no Corredor ABD muitas vezes não imagina, em suma, que, mesmo diante de quedas de energia elétrica na região, os veículos continuam operando.
Isso é possível, acima de tudo, graças ao trabalho do Centro de Controle de Energia (CCE), setor da Next Mobilidade dedicado exclusivamente a essa operação.
Com investimentos em tecnologia, a empresa conseguiu, por exemplo, reduzir de forma significativa o tempo e os custos envolvidos no restabelecimento de energia das subestações que sustentam o sistema.
Para garantir o funcionamento dos ônibus elétricos no Corredor ABD, são utilizados, além disso, cerca de 180 quilômetros de rede bifilar de 600 volts — considerando os trajetos de ida e volta — no percurso entre São Mateus e Jabaquara.
Ao longo do corredor, 40 subestações alimentam, da mesma forma, toda a operação.
“Se faltar energia em um ponto, a subestação adjacente atende à subestação que estiver com falta de energia, equalizando assim a energia, evitando a paralisação do sistema”, explica Luciano Noberto de Matos, coordenador de operações.
Ele relembra um episódio recente de desabastecimento pela Enel que afetou 15 das 40 subestações. Ainda assim, o sistema continuou operando.
“Se não houver interrupção da energia por curto circuito contínuo, na maioria das vezes, fica imperceptível para o cliente perceber”, afirma.
História
Até 2011, o processo era mais complexo.
Era necessário que a concessionária de energia se deslocasse até a sede da empresa, em São Bernardo, para restabelecer o fornecimento.
Durante esse período, cerca de 40% da frota ficavam impossibilitados de operar, assim como todos os profissionais envolvidos na operação dos trólebus.
Além disso, os passageiros enfrentavam transtornos, como a espera pela resolução do problema ou a necessidade de trocar para um veículo a diesel para concluir o trajeto.
Em 2011, com a antiga operação do Corredor assumindo a manutenção elétrica e após a privatização da Eletropaulo, a empresa passou a formar — e ainda mantém — uma equipe especializada para atender às demandas específicas do sistema.
“Todos são treinados aqui. Não existe um local onde possamos buscar esse profissional já pronto, que conheça esse tipo de rede. Depois, ocorreu mudança semelhante em São Paulo, e eles vieram até nós para conhecer o modelo e, posteriormente, estruturar a própria equipe”, recorda o coordenador.
Trabalho 24 horas por dia
Atualmente cerca de seis colaboradores atuam no CCE em turno de revezamento 24h por dia, com início da operação em meados de 2022.
Um total de 40 colaboradores atua nas manutenções preventivas e corretivas no sistema, entre rede aérea de tração e subestações.
Após a inclusão dos dados operacionais nas telas do Centro, a equipe passou, desde o ano passado, a integrar também os geradores ao mesmo sistema.
A medida representa mais um avanço em agilidade e eficiência.
Ela possibilita o monitoramento on-line e remoto de informações como o nível de combustível dos geradores, otimizando o trabalho das equipes.
“Dessa forma, posso melhorar minha vistoria preventiva em outro local, se for necessário”, explica Luciano.
No futuro, o CCE do Corredor ABD será integrado ao BRT-ABC, incorporando novas tecnologias embarcadas em equipamentos.
Entre elas, câmeras inteligentes, ampliando ainda mais a eficiência e o monitoramento da operação.
