Santo André oferta mais de mil exames de espirometria

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Foto: Divulgação/PMSA

Iniciativa é voltada, acima de tudo, ao diagnóstico de doenças respiratórias, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)

A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Saúde e em parceria com a farmacêutica Boehringer Ingelheim do Brasil, vem realizando, em primeiro lugar, na rede municipal, o exame de espirometria, voltado ao diagnóstico de doenças respiratórias, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

A ação integra o Projeto Abraçar e teve início em agosto deste ano com a oferta de 1.099 exames, feitos na Policlínica Centro e no caminhão do programa Saúde em Movimento, que percorre toda a cidade.

Nesta quinta (6) e sexta (7), 160 médicos da Atenção Primária à Saúde, das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e da Regulação Municipal participaram de capacitação em doenças pulmonares, no auditório do Hospital da Mulher, no Parque Novo Oratório.

O objetivo é ampliar a capacidade de diagnóstico e tratamento da DPOC em toda a rede, integrando ações de prevenção, acompanhamento e reabilitação em saúde respiratória.

Qualificação

“Com o treinamento, Santo André reforça o compromisso de qualificar continuamente as equipes médicas, garantindo um atendimento mais resolutivo, humanizado e baseado em evidências científicas. A ação contribui também para reduzir internações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com doenças respiratórias crônicas, uma das principais causas de morbidade no país”, pontua a médica Danyela Casadei Donatelli, coordenadora da Saúde do Adulto e do Idoso do município.

No Brasil, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica atinge 13 milhões de pessoas, das quais apenas 12% são diagnosticadas, frequentemente a partir dos 40 anos de idade. A espirometria, que é o teste de função pulmonar, é o exame essencial para o diagnóstico precoce.

A exposição ao tabaco e à poluição ao longo da vida, além de fatores genéticos, agravam os casos, já a vacinação contra influenza, Covid-19 e outras síndromes respiratórias pode reduzir em torno de 50% a ocorrência de doença grave e óbitos.

No grupo das DPOCs estão doenças como enfisema e bronquite crônica, que causam bloqueio do fluxo de saída de ar dos pulmões e problemas respiratórios.

Sintomas

É característico de quem tem doença pulmonar levar a mão ao peito, apresentar tosse episódica, ter dificuldade de respirar logo ao acordar e falta de ar ao caminhar ou em períodos de exacerbação.

“O paciente vai se adaptando à dispneia. Ele percebe que sente falta de ar ao subir uma escada ou lavar uma louça, mas usa o pretexto de que está envelhecendo. Não é bem assim”, alerta o pneumologista Marcelo Gervilla Gregório, responsável pelo treinamento.

Segundo o especialista, o paciente com DPOC sofre “de ponta a ponta”, a cada respiração. “A asma é intermitente, já a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é constante, persistente e progressiva”, explica.

Jornada do paciente

Dentre os pacientes que já realizaram a espirometria em Santo André, 60 foram classificados com risco grave e convocados para atendimento conjunto entre o médico generalista e o pneumologista. Essa estratégia é conhecida como matriciamento e permite uma abordagem compartilhada, centrada no paciente, com foco na integralidade do cuidado.

O tratamento da DPOC inclui reabilitação pulmonar, oxigenoterapia, controle do peso e medicamentos inalatórios (broncodilatadores). Embora não haja cura, o tratamento pode aliviar os sintomas, diminuir o risco de eventos cardiovasculares decorrentes das exacerbações e aumentar a tolerância às atividades físicas do dia a dia.

“O projeto vem fortalecendo e qualificando o cuidado às pessoas com DPOC em Santo André, promovendo a troca de saberes entre os profissionais envolvidos, oferecendo apoio técnico e científico, garantindo diagnóstico preciso e acesso ao especialista, quando necessário. Enfim, um tratamento adequado e resolutivo. Afinal, não basta o paciente ter o exame em mãos, é preciso levar em conta o tempo que ele percorre na rede e planejar o seguimento clínico na Atenção Primária, que é a porta de entrada no SUS”, ressalta o secretário de Saúde de Santo André, Edson Salvo Melo.

Na Policlínica Centro (Rua Xavier de Toledo, 517), a espirometria é realizada mediante agendamento e as vagas são gerenciadas pela Regulação Municipal. Pacientes das UPAs, com problemas relacionados à DPOC, mediante CID (Classificação Internacional de Doenças), também são convocados para fazer o exame.

Saúde em Movimento

O caminhão do programa Saúde em Movimento leva qualidade de vida aos bairros e parques da cidade, com oferta de avaliação física, nutricional e exames como a espirometria – neste caso sob livre demanda. Pelas redes sociais da Prefeitura de Santo André é possível conferir a programação, com os horários e locais de atendimento.

A agenda deste mês inclui passagens pelos bairros Vila Floresta (dias 10 e 17); Jardim Utinga (12); Jardim Cristiane (13); Paraíso (14); Vila Lucinda (19); Vila Sá (24); Vila Assunção (26); Parque Andreense (27); Vila Homero Thon (28); e pelo Parque Celso Daniel, no bairro Jardim (29).


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