Quem chamou Gleisi Hoffmann?

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Gleise Hoffmann com Marcelo Oliveira e Gilvan no Consórcio. Fotos: Diego Barros/PMM

Joaquim Alessi

Assim como na novela global Vale Tudo, que teve como mote a histórica questão – “Quem matou Odete Roitman? – uma outra trama merece explicação no ABCD.

Quem chamou Gleisi Hoffmann?

Nem Gilberto Braga, autor do eterno sucesso das oito, teria imaginação para tamanho dramalhão protagonizado pela ministra da Relações Institucionais.

Precisa ficar claro que a análise crítica passa longe do fato de ela ter atendido ou não a pedidos de entrevistas. Isso é o que menos importa.

Assim como a Cássia Kiss matou Odete, alguém quis, de fato, indispor a ministra de Lula na terra chamada de berço político do petismo.

E nesse ponto faltou habilidade política de todos os atores e personagens dessa peça pessimamente elaborada.

Pauta inútil

Primeiro ponto da trama: por que deslocar uma ministra até o ABCD para apresentar pontos que poderiam ser enviados em um simples “zap zap”, como diz Lula?

Afinal, ela e comitiva tiveram todo esse trabalho para inteirar-se sobre o que até o mais desavisado dos desavisados está careca de saber.

A reivindicação de apoio à famigerada PEC 66 (que joga bem mais para frente o drama dos precatorianos), o alongamento em 30 anos das dívidas com a Previdência, e a defesa do Polo Petroquímico de Capuava.

Primeiro capítulo da novela: com a habilidade política que Gleisi já demonstrou junto ao Congresso, é agora que a PEC 66 não emplaca mesmo.

Sorte, portanto, dos precatorianos. Afinal, tudo pode ter um final feliz.

Segundo capítulo: empurrar com a barriga o calote previdenciário, até times de futebol fazem com maestria. E vêm driblando a Justiça há muitos anos.

Capítulo derradeiro: a questão do Polo está muito mais nas mãos do prefeito da Capital, Ricardo Nunes, do que de uma canetada federal.

Assim, nem ela, nem Lula, nem ninguém fora daqui, desse mundinho do ABCD, tem importância para resolver.

Sobre Gleisi ter falado ou não, neste sábado até mesmo o prefeito Gilvan (PSDB) saiu em defesa da petista, “apesar de ela ser do PT”.

Lembrou que a ministra “chegou pontualmente, às 14h30”. O atraso foi do Consórcio.

Ela avisou que tinha compromisso inadiável às 17h, em Sampa. Portanto, continua em pé a novelística questão:

“Quem chamou Gleisi Hoffmann?”

Assim como a Cássia, alguém Kiss complicar a vida da ministra de Lula na região “dele”. E conseguiu, com a ajuda dela e de assessores.

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