Prova de Vida do INSS muda e especialista alerta para aumento de bloqueios por falta de orientação

In ABCD On
- Updated
Giane Maria Bueno/ Divulgação

Desde que o INSS passou a comprovar automaticamente que o beneficiário está vivo, há falhas de registro que provocam bloqueio e suspensão indevida

A mudança promovida pela Lei nº 14.441/2022 transformou completamente a Prova de Vida do INSS.

Segundo especialista, ainda há, acima de tudo, um grande descompasso entre o que a norma prevê e o que chega ao beneficiário.

Ao transferir do segurado para o INSS a obrigação de comprovar a vida, o sistema passou, por exemplo, a cruzar informações em bases digitais como vacinação, atendimento de saúde, emissão de documentos, acesso ao aplicativo Meu INSS e até participação em eleições.

Apesar do avanço tecnológico, a advogada Giane Maria Bueno, da Michelin Sociedade de Advogados, pós-graduada em Direito Previdenciário (EDP/SP), integrante da Comissão Estadual do Compliance Trabalhista e Sindical da OAB/SP, alerta que muitos beneficiários continuam sendo surpreendidos por bloqueios e suspensões porque desconhecem como funciona a verificação automática e quais situações exigem ação preventiva.

“A legislação protege o segurado, mas a comunicação ainda não acompanha essa proteção. Em vários casos, o beneficiário é penalizado não por falta de Prova de Vida, e sim por falta de informação”, afirma.

Três grupos mais vulneráveis

Segundo a especialista, três grupos seguem mais vulneráveis: beneficiários no exterior, pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida e segurados que, ao longo do ano, não geram nenhum registro oficial capaz de comprovar vida.

Nessas situações, o INSS deve notificar previamente o segurado antes de qualquer bloqueio.

Esse direito, quando desrespeitado, pode levar à reativação do benefício e ao pagamento de valores retroativos.

Giane também chama atenção para a importância de orientações claras sobre procuradores, tutores e curadores, que continuam responsáveis pela comprovação quando há representação legal.

“Muitos cancelamentos poderiam ser evitados se o beneficiário soubesse, por exemplo, que a atualização do CadÚnico, a renovação de um documento ou o acesso ao gov.br com selo ouro já servem como prova de vida”, explica.

Para a advogada, a agenda para 2026 deve incluir campanhas de comunicação mais acessíveis.

Além disso, maior precisão nas notificações e fortalecimento do atendimento para casos de bloqueio indevido.

“A prova de vida deixou de ser um ato burocrático e se tornou uma política de proteção. O desafio agora é garantir que o segurado não perca o benefício por desconhecimento.”

Fonte: Giane Maria Bueno, pós-graduada em Direito, Compliance Trabalhista e em Direito Previdenciário (EDP/SP). Advogada da Michelin Sociedade de Advogados, integrante da Comissão Estadual do Compliance Trabalhista e Sindical da OAB/SP.

You may also read!

Acisa celebra 88 anos de fundação

Na quarta-feira (11.02), a Associação Comercial e Industrial de Santo André (Acisa) comemorou, em primeiro lugar, 88 anos de

Read More...

Coop amplia portfólio de cervejas especiais e projeta crescimento acima de 20% na categoria 

Atenta, em primeiro lugar, às tendências do mercado e às mudanças no comportamento de consumo, a Coop vem ampliando sua atuação

Read More...

Gilvan Ferreira entre os cinco melhores prefeitos do Brasil, revela ranking do Instituto Veritá

O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, foi reconhecido nacionalmente. Conquistou a 5ª colocação no ranking do Instituto Veritá, que

Read More...

Leave a reply:

Your email address will not be published.

Mobile Sliding Menu