Feira em Mauá celebra o Dia da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha

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Fotos: Evandro Oliveira/PMM

Artesanato, comidas e cultura atraem, acima de tudo, visitantes e consumidores à Praça da Paineira

“Quando a mulher negra se movimenta, toda a sociedade também se movimenta”, afirma, por exemplo, a escritora ativista pelos direitos da população negra, Angela Davis.

E, na Praça da Paineira, movimentos de mulheres e homens negros não faltaram na Feira Tereza de Benguela organizada pela Prefeitura de Mauá.

A organização deu-se por intermédio das secretarias municipais de Políticas Públicas para Mulheres, Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Renda e Empreendedorismo.

O evento foi, em primeiro lugar, uma comemoração ao Dia da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha.

Ele é  comemorado neste 25 de julho, em “femenagem” àquela que comandou o Quilombo Quariterê, no Mato Grosso, e a resistência aos portugueses, nos anos 1770.

Muito a fazer ainda

Para a vice-prefeita e secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Celma Dias, “depois destes últimos anos de retrocesso, estamos em uma fase em que homens e mulheres estão em busca de resgatar a representatividade e pela luta antirracista mas temos muita coisa a fazer ainda.”

A Feira teve barracas de artesanato, com brincos, pulseiras bolsas em rolinhos de jornal; crochê, tecido, madeira e outros.

Teve exposição e comercialização de produtos da economia solidária, além de roupas e bijouterias com temática afro.

Sem contar atividades do programa Viver Bem.

Além disso, cadastramento para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e para vagas de empregos pelo CPTR (Centro Público de Trabalho e Renda).

Fora as orientações para a saúde da população negra e sobre discriminação de gênero, social e racial; entre outros.

Também foi possível comprar o livro ‘Mulheres Negras, Sim”, da pedagoga e professora de Educação Física na rede municipal de Educação, Sandra Regina da Silva Cassimiro.

“É um momento de reflexão e visibilidade porque é importante mostrar e refletir sobre a violência, o racismo, a desigualdade que atingem a mulher negra, que está na base da pirâmide socioeconômica”, disse, em suma, Sandra.

A feira apresentou interessantes elementos, como na barraca de artesanato em madeira do doutor em Engenharia Biomédica, o professor Adilson Ferreira da Silva.

Adilson trabalha há 36 anos com análise de Sistemas e se dedica ao artesanato e também à criação de softwares para ensinar Português para pessoas surdas.

Bonequinhas Abayomi

Outra artesã é a Ermelinda Marçal, que produz bonequinhas Abayomi, feitas em tecido, sem costura, utilizando apenas nós, sem olhos, nem boca.

Ela explica que: há duas versões para a criação das bonequinhas.

A primeira é que foi criação da maranhense artista plástica e militante negra, Lena Martins, como forma de buscar uma identidade.

A outra considera uma lenda em que as mães escravizadas faziam as bonequinhas com pedaços das próprias roupas.

Isso para que suas crianças tivessem com o que brincar nas longas viagens nos porões de navios que atravessavam os mares.

“Essa história traria um pouco de humanidade para aqueles corpos escravizados, uma forma de repensar e explicar o inexplicável de tratar seres humanos como não humanos”, afirma, da mesma forma, Ermelinda.

Além das homenagens à Tereza de Benguela, o dia 25 de julho tem outra representatividade.

A data foi homologada pela ONU (Organização das Nações Unidas), pois em 1992, em Santo Domingo, República Dominicana, realizou-se o 1º encontro de Mulheres Negras LatinoAmericanas e Caribenhas.

Ele visava, em conclusão, a denunciar o racismo e machismo enfrentados por mulheres negras, não somente nas Américas, mas em todo o planeta.

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