Atividade simbólica é promovida na cidade visando também a alertar, em primeiro lugar, sobre o uso adequado de lixeiras
Joaquim Alessi
Em versão atualizada da clássica marchinha de Luiz Antonio e Luis Reis, gravada em 1969 pelas As Gatas, e depois imortalizada por Jair Rodrigues, barizada de “Bloco de Sujo”, ou “Bloco do Sujo”, o Bloco do Lixo, de Santo André, poderia sair às ruas com uma letra dizendo assim: “Olha o Bloco do Lixo, que não tem fantasia, mas traz cantoria, para conscientizar; Olha o Bloco do Lixo, vem limpando as latas, e mostrando ao povo, o melhor leito de usar; e preservar!”
Brincadeiras à parte, uma grande sacada essa, primeiro lugar.
Vem aí o bloco “Lixo no Lixo”, desfilando com consciência ambiental e também trabalhando pelas ruas de Santo André.
Formado por garis, esse grupo de foliões leva alegria, ao mesmo tempo em que limpa a cidade e chama a atenção para o descarte correto de resíduos e o uso adequado de lixeiras.
Mensagem necessária
Esse bloquinho simbólico é formado, acima de tudo, por profissionais que sabem muito bem como nesta época do ano há aumento de materiais jogados irregularmente nas vias, bem como de registros de depredação nas lixeiras.
“Infelizmente, em tempo de festa, muita gente joga garrafas, copos e papéis no chão”, diz, em resumo, a servente-geral Sineide Barbosa Souza Silva.
“Além disso, tem gente que picha ou quebra as papeleiras [lixeiras], que são de uso público e servem para o bem de todos”, complementam da mesma forma, Rosana da Silva Bonifacio.
Reposição custa caro
Segundo o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), 493 papeleiras tiveram de ser substituídas em 2025.
Ossp, devido à depredação, gerando custo de reposição de cerca de R$ 49 mil.
Ao todo, no ano passado, foram instaladas 647 unidades, o que significa que 75% das lixeiras precisaram ser substituídas por causa de destruição.
Os principais motivos para reposição desses equipamentos, por ordem, são: quebra, queima, explosão e furto.
Durante as festas de Carnaval, Natal e Ano-Ano, os casos de depredação, além disso, são ainda maiores.
O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Santo André, Edinilson Ferreira dos Santos, pontua que as lixeiras são equipamentos públicos fundamentais para manter a limpeza urbana e o meio ambiente equilibrado.
“O uso correto e a preservação das papeleiras, como as chamamos no nosso município, são responsabilidades de todos nós. Esses dispositivos trazem maior funcionalidade ao serviço de coleta, organização e limpeza da cidade, contribuindo para a preservação do meio ambiente”, diz.
Furar e vandalizar as lixeiras são crimes contra o patrimônio público, passíveis de multa em caso de flagrante.
Por isso, para que a alegria do Carnaval não se transforme em episódios tristes, a servente geral Andelucia dos Santos Souza Nunes ressalta: “A gente pode curtir uma boa folia, sim, mas sem esquecer de cuidar daquilo que é nosso”.
Com bom humor e gingado, Norma Silva Gomes convida e adverte a todos para participar desse bloquinho.
“Bloco Lixo no Lixo. Sujeira não combina com Carnaval. Consciência, sim”, afirma.
