Pesca predatória leva GCM Ambiental de São Bernardo a aplicar multa de R$ 7,2 mil

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Fotos: Divulgação/PMSBC

Peixes e tarrafas foram apreendidos; ocorrência é, além disso, a segunda em três dias, infringindo legislações municipais e estaduais

Pela segunda vez em três dias, a Guarda Civil Municipal (GCM) Ambiental de São Bernardo flagrou a prática de pesca ilegal no Parque Estadual da Serra do Mar, na Estrada Velha de Santos, no Riacho Grande.

Três homens foram abordados, em primeiro lugar, na ação, e tiveram apreendidos cerca de sete quilos de peixes e tarrafas usadas na atividade irregular.

A infração ambiental resultou, acima de tudo, em multa no valor de R$ 7.227,40.

A ocorrência aconteceu no período de defeso, que vai de 1º de novembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026 no Estado, incluindo a Represa Billings.

Nesse intervalo, a pesca é proibida por se tratar da fase reprodutiva dos peixes, conhecida como piracema.

A restrição está prevista na Lei Federal nº 11.959/2009 e tem como objetivo garantir a preservação das espécies.

De Cubatão

Os três envolvidos, moradores de Cubatão, no Litoral, foram detidos e encaminhados à 3ª Delegacia de Polícia, sendo liberados posteriormente.

As tarrafas apreendidas foram recolhidas para destruição, enquanto os peixes, ainda vivos, foram devolvidos à represa.

“Infelizmente, esse tipo de ocorrência ainda é comum. A GCM Ambiental segue atenta para fazer valer a lei e assegurar que o período de reprodução das espécies seja respeitado”, destacou o inspetor-chefe da GCM, Denílson Amador.

A fiscalização da pesca irregular é realizada pela subinspetoria da GCM Ambiental, com ações embarcadas e patrulhamento em áreas de preservação.

A autuação seguiu o Decreto Municipal nº 23.109/2025, que estabelece sanções administrativas para infrações ambientais no município.

A Prefeitura reforça que as fiscalizações são permanentes, com foco na preservação dos recursos naturais.

Desde 22 de dezembro, quando houve intensificação das ocorrências às margens da Represa Billings, a GCM Ambiental já apreendeu aproximadamente 400 metros de redes, 19 tarrafas, uma rede de lambari, uma rede de arrasto e duas armadilhas para caça de tatu.

Somente nos três primeiros dias de 2026, as multas aplicadas nas duas últimas apreensões somam quase R$ 13 mil.

Penalidades

Pescar no defeso ou em áreas interditadas configura crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/1998, com pena de detenção de um a três anos, multa ou ambas.

Já o Decreto Federal nº 6.514/2008 prevê multas que variam de R$ 700 a R$ 100 mil.

Isso, além de R$ 20 por quilo ou fração do pescado apreendido, bem como a apreensão de embarcações e equipamentos.

No defeso, a GCM Ambiental mantém operação especial com patrulhamento intensificado em terra e na água.

Além disso, há monitoramento pelo Centro de Controle Operacional (CCO) e ações educativas junto às comunidades ribeirinhas.

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 153.

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