Influenza Subtipo K: médica explica impactos de vírus que pode chegar mais cedo ao Brasil

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Dra. Juliana Barreto

Alerta foi emitido pela Opas considerando aumento da atividade global do vírus nos últimos meses

Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam crescimento da atividade global de influenza nos últimos meses, com predominância do vírus influenza A (H3N2).

Por isso, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou que a temporada de gripe nas Américas pode começar mais cedo em 2026.

Além disso, tende a ter maior impacto, após o aumento recente da circulação global do vírus influenza.

O principal fator que motivou o alerta foi a antecipação da circulação da gripe no Hemisfério Norte.

Ambas as organizações emitiram notas técnicas e alertas epidemiológicos recomendando o reforço da vigilância, a preparação dos sistemas de saúde e o aumento da cobertura vacinal, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Em um cenário sazonal, marcado por viagens internacionais e migrações constantes, cepas que circulam primeiro no Hemisfério Norte costumam chegar ao Sul, da mesma forma, meses depois.

Desde agosto, a vigilância genômica global identificou um crescimento rápido de um subclado específico desse vírus, conhecido como J.2.4.1, também chamado de subclado K, já detectado em dezenas de países.

Nova cepa

A infectologista Juliana Barreto, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, explica que o subtipo K é uma nova cepa, um subtipo detectado da influência A do H3N2.

“Um subtipo que tem se mostrado mais presente em alguns países, temos que ter observação, porque estamos em época de confraternizações. Se por acaso ficar gripado, prestar atenção para não deixar chegar num caso de gravidade”, alerta. 
Segundo a especialista, o impacto de chegar a onda de gripe mais cedo é porque as vacinas do ano seguinte ainda não estão sendo aplicadas.

“Elas começam a ser aplicadas em fevereiro e março, com as cepas do ano de 2026. Então, a gente acaba pegando, às vezes, paciente com uma cepa nova sem ter a vacina dela”, diz, em resumo.

A médica lembra que os grupos de risco seguem os mesmos, são gestantes, idosos, crianças e imunosuprimidos.

Freepik

Prevenção

Juliana Barreto destaca as formas de prevenção para a gripe.

“Lavar bastante as mãos, porque às vezes está em um ambiente e passa a mão no nariz e boca. Se for tossir, colocar a mão na boca e depois higienizá-las. Se estiver num ambiente que muitas pessoas estão gripadas, abrir janelas ou portas, para deixar o ar em circulação, para o local poder ventilar. Evitar ir em ambientes em que as pessoas estão gripadas. Se tiver necessidade de ir a um hospital e tiver pessoas gripadas, use máscara”, ensina.
Em caso de uma gripe mais forte, a infectologista salienta que, primeiramente, é preciso, portanto, observar os sintomas.

“Se tiver febre persistente e falta de ar, deve procurar atendimento médico, porque toda gripe viral, inclusive, pode evoluir para uma pneumonia”, alerta, da mesma forma.

“Lembrando que para a influenza, em específico, a gente tem um antiviral, que é o Tamiflu. Então, se a gente diagnostica e inicia a medicação logo no começo dos sintomas, muitas vezes evitamos que evolua para um caso grave com internação”, destaca, em conclusão, a médica.

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