Economia do ABCD terá injeção de R$ 475 milhões com 13º salário dos Metalúrgicos

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Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Os pagamentos do 13º salário dos trabalhadores na categoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC vão injetar exatos R$ 474,9 milhões em recursos na economia do ABCD em 2024.

Os números foram estimados pela Subseção do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no Sindicato e reúnem dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo CAGED), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego. Também foram consideradas informações do Ministério da Previdência Social.

Composta por 72,5 mil trabalhadores, com vínculo nas indústrias de São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, e com rendimento médio mensal de R$ 6.547,22, a categoria metalúrgica do ABCD representa 5,5% do total de trabalhadores que deverão receber algum abono de final de ano na região. Os recursos recebidos pelos trabalhadores do setor representam 11,8% do montante previsto para 2024.

O presidente do Sindicato, Moisés Selerges, destacou, acima de tudo, que esta é uma boa notícia.

Afinal, todos ganham: tanto a classe trabalhadora quanto as lojas, o comércio, o setor de serviços e os empreendedores da região.

“É um crescimento significativo. Isso é bom para o trabalhador e para todos. Ele [trabalhador] acerta alguma ‘coisinha que está pendurada’, vai para o mercado consumir e comprar algumas coisinhas para a festa de Natal junto com a família. Então, esse dinheiro é positivo porque faz com que a economia cresça na região, e é isso que defendemos há tantos anos”, disse, em resumo.

Gera mais dinheiro

“Dinheiro na mão de trabalhador gera mais dinheiro, porque motiva mais consumo, mais emprego e a roda da economia gira. Todo mundo ganha! Estou feliz com esse aumento, mas queremos mais porque podemos mais. O ABC é grande e tem que pensar grande”, prosseguiu.

Comparados ao total de trabalhadores formais da região, os Metalúrgicos do ABCD detêm 9,2% dos empregos, mas respondem por 17,3% do montante pago aos trabalhadores com carteira assinada.

Já em comparação com os demais trabalhadores da indústria de transformação, a categoria é responsável por 46,9% do total de 13º salário pago neste setor.

Impacto total

A subseção do DIEESE também estimou, além disso, o total em recursos do 13º salário que serão destinados à região pelos diversos setores da economia.

Em 2024, os recursos do 13º salário no ABCD devem representar R$ 4 bilhões na economia regional.

São divididos em R$ 2,8 bilhões provenientes dos trabalhadores com carteira assinada e R$ 1,3 bilhão dos aposentados e pensionistas da Previdência Social.

O ABCD contribui com cerca de 1,26% de todo 13º salário pago no País, estimado em R$ 321,4 bilhões para 2024, segundo estudo do Escritório Nacional do DIEESE.

Cerca de 1,3 milhão de pessoas na região serão beneficiadas com o pagamento do 13º salário.

O total é composto por 787,3 mil trabalhadores com carteira assinada e 532,7 mil beneficiários da Previdência Social.

As somas levam em conta, em conclusão, o montante total previsto para 2024, pagos entre novembro e dezembro, na maioria dos casos.

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