Espetáculos agitam programação nos teatros andreenses na sexta e no sábado

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Maria e João. Fotos: Divulgação

Peças serão apresentadas, portanto, no Cine Theatro Carlos Gomes e no Teatro Municipal

A semana vai chegando ao fim e, com ela, os amantes da Cultura têm, em primeiro lugar, oportunidades de aproveitar nesta sexta-feira (17.05) e sábado (18.05) dois renovados espaços de artes de Santo André, casos do Cine Theatro de Variedades Carlos Gomes e o Teatro Municipal Maestro Flavio Florence.

Mirar: quando os olhos se levantam

A primeira agenda é, acima de tudo, a peça ‘Mirar: quando os olhos se levantam’.

Será às 20h desta sexta-feira (17), no Cine Theatro Carlos Gomes – entrada gratuita e faixa etária livre.

O espetáculo é, por exemplo, de responsabilidade do Coletivo Labirinto.

Trata-se de um núcleo de pesquisa e criação cênica formado por artistas que trabalham em cima da dramaturgia latino-americana contemporânea.

A peça traz a história de quatro caminhantes que percorrem lugares e histórias da América Latina em uma espécie de busca-viagem por pertencimento.

O espetáculo lança mão de expedientes contemporâneos para revelar o lastro da colonização, celebrar a potência da diversidade dos povos, e refletir sobre os aspectos contraditórios do nosso continente para mirar além das fronteiras.

A dramaturgia e a direção são de Jé Oliveira.

Já esteve em temporada no Teatro João Caetano e Teatro Cacilda Becker e faz parte do projeto Circulação Histórias de Nossa América aprovado pelo ProAC.

Os artistas criadores e atuantes são Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Lua Bernardo (musicista).

A Travessia de Maria e seu irmão João

Já no sábado (18), a partir das 16h, será a vez do recém-reinaugurado Teatro Municipal Maestro Flavio Florence.

Nele será exibida a peça ‘A Travessia de Maria e seu irmão João’ – com entrada gratuita e classificação etária livre.

Adaptação do clássico conto João e Maria, foi contemplada em 2019, em suma, pela 23ª edição do Cultural Inglesa Festival.

Na história, em tempos de guerra e fome, Maria e o irmão João enfrentam o medo do abandono, o escuro da floresta e os terríveis planos de uma bruxa.

Com coragem, inteligência e, acima de tudo, de mãos dadas, fazem a travessia que os levará de volta para casa.

A montagem celebra, em resumo, a força da parceria entre irmãs e irmãos dentro da família e a coragem que têm ao enfrentar o medo do abandono e do desconhecido.

A montagem trabalha com bonecos em uma parte do espetáculo.

E existe um jogo de escala entre o minimundo dos bonecos e o espaço cênico das atrizes que pretende transportar o espectador para um mundo mágico.

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