Abiquim comemora medida do governo sobre reestabelecimento das alíquotas de importação de químicos

In ABCD, Canto do Joca, Economia On
André Passos Cordeiro, presidente da Abiquim

Joaquim Alessi

Em comunicado divulgado no final da tarde desta sexta-feira (10.11), a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) comemou medida do governo federal.

O título do comunicado é contundente: “Decisão do Governo sobre o reestabelecimento das alíquotas de importação de químicos é mais um passo rumo à reindustrialização”.

No  texto, a entidade afirma ter reagido com “muito entusiasmo à decisão do  Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) nesta sexta-feira, dia 10 de novembro, que reestabelece as alíquotas de importação de 73 produtos químicos incluídos na Resolução 353/2022, que rebaixou em 10% o imposto sobre a compras no exterior.”

Segundo o presidente-executivo da entidade, André Passos Cordeiro, esta decisão representa um grande passo rumo à reindustrialização do País.

“Essa medida é uma das agendas emergenciais do setor e indispensável para a melhoria do cenário de curto prazo”, explica.

Disse ainda que, com certeza, ela vai contribuir para o reestabelecimento das reais condições de competitividade da indústria nacional.

“Consequentemente, vai aumentar a participação da indústria no PIB”, enfatiza, da mesma forma.

Aceno positivo

Passos ressaltou, além disso, que a medida é um aceno positivo do Governo.

Afinal, entendeu que a redução das alíquotas estava promovendo um processo de aceleração de desindustrialização.

Sobretudo comprometendo a indústria mais capilarizada do País – a química, fornecedora para todas as indústrias.

“Esta retomada é benéfica para o setor pois contribui também para o reestabelecimento da segurança jurídica necessária às operações industriais no País, além de preservar o mercado doméstico das vulnerabilidades externas neste atual momento, marcado por um surto alarmante de importações predatórias e desleais, sobretudo originárias de países asiáticos e alicerçadas em competitividade artificialmente sustentada em razão da guerra no leste europeu. Consequentemente, vale destacar uma importante sobrecapacidade global de produção e por novas plantas sendo instaladas ao redor do mundo com fortes políticas de estímulo industriais, como o Green Deal europeu e o Inflation Reduction Act dos EUA.”

Oportunidades

Dentro de um contexto global, onde redução de efeitos climáticos e uma economia circular  e sustentável são os grandes focos, o Brasil tem uma janela importante de oportunidades, já que possui as principais vantagens comparativas que são importantes para o desenvolvimento de uma indústria química robusta: abundância em matérias-primas básicas, tanto provenientes do gás natural, como da biomassa e da mineração, um mercado consumidor e interno que por si só já justifica o crescimento, além da matriz energética mais limpa do mundo.

A indústria química brasileira é, por exemplo, a 6ª maior do mundo.

Gera 2 milhões de empregos diretos e indiretos, representa 11% do PIB industrial e é a química mais sustentável do mundo.

É, da mesm forma, líder em produtos renováveis, geradora de tecnologia de ponta e formadora de mão-de-obra qualificada.

O setor químico ocupa, em conclusão, a primeira colocação na lista de contribuintes de tributos federais com R$ 30 bilhões anuais, ou seja, 13,1% do total da indústria nacional.

 

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