Concertista na França destaca importância da Fundação das Artes em sua formação

In Canto do Joca On
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Beatriz Souza de Oliveira /Divulgação

Com cerca de três anos de idade, Beatriz Souza de Oliveira teve o primeiro contato com composições de Johann Sebastian Bach.

Ela acompanhava o pai em aulas de harmonia e contraponto na Fundação das Artes de São Caetano do Sul.

Ali, a musicista começou a sua história com a instituição, onde se formou em piano.

E, da mesma forma, prepaou-se para maiores desafios, como a Ecole Normale de Musique de Paris, conservatório na França onde estuda para obter o diploma de concertista.

“A música sempre fez parte do meu cotidiano. Tinha sempre muita música acontecendo dentro de casa. Ensaios, concertos, conversas, estudos, escalas e improvisos”, relembra, em primeiro lugar.

Decisão precoce

A decisão de ser pianista também veio cedo, aos quatro anos, ao ouvir uma criança tocar um trecho de uma sonata do Beethoven.

“Não pude entrar direto no piano, pois era muito nova. Fiz aulas particulares até poder fazer o teste na Fundação”, lembra, acima de tudo.

Cursando da musicalização ao profissionalizante na escola, Beatriz conta, além disso, que suas melhores lembranças do Brasil aconteceram na Fundação.

“Várias vezes pessoas insistiram para que nós procurássemos uma escola de música mais próxima de casa, pois eram três horas de viagem só de ida. Mas existia algo na Fundação muito maior que o apego aos professores. Algo me impedia de partir, provavelmente o contato diário com as outras artes. Hoje, definitivamente, não me arrependo”, conta.

Além da qualidade de ensino, que diz nunca mais ter visto em instituição alguma no Brasil ou na Europa, Beatriz destaca que as atividades culturais promovidas eram fantásticas.

“Tinha exposição de arte e obras em cada canto do prédio, bailarinas espalhadas no hall, lindos espetáculos das classes de dança, apresentações da turma do teatro, concertos dos professores, concertos com orquestra, rodas de samba e de choro, o pessoal do jazz e nossos próprios recitais. Em algumas ocasiões, as Artes se reuniam e fazíamos uma grande festa”, conta.

Graças à sólida formação musical que recebeu na Fundação das Artes, a pianista se formou na Universidade de São Paulo (USP) e foi premiada com uma bolsa de estudos na Ecole Normale de Musique de Paris.

Beatriz se apresenta regularmente em salas de concerto da França e tem projetos para turnês de concertos solo pela Europa, além de manter atividades pedagógicas.

Musicalização

Na Fundação das Artes, o primeiro contato com a música ocorre a partir de 5 anos, com a Musicalização, que fornece uma importante base ao estudante.

Há ainda os cursos de Iniciação Musical (entre 7 e 12 anos), Formação Musical ou Introdução Musical (a partir dos 12 anos) e aulas com instrumentos.

Para mais informações, acesse, em conclusão, www.fascs.com.br.

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