Evento reuniu, em primeiro lugar. artesãs e empreendedoras, com produtos, histórias de superação e iniciativas que fortalecem a economia local
A primeira edição da Feira de Artesanato Mulheres de Ouro Fino, realizada no domingo (1º.11), reuniu, acima de tudo, mulheres empreendedoras de diferentes segmentos no espaço da tradicional feira livre de Ouro Fino Paulista.
O local, que já faz parte da rotina da comunidade, ganhou, portanto, novos significados ao receber histórias de mulheres que, entre a maternidade, a superação e a busca por novas oportunidades, levam sua arte, talento e trabalho para as ruas da cidade.
A primeira edição reuniu, por exemplo, expositoras com produtos de diferentes segmentos da economia criativa.
Isso, incluindo peças em crochê, macramê, bordados, bijuterias, velas aromáticas, sabonetes artesanais, artigos decorativos, roupas, acessórios, doces e alimentos artesanais.
Farofa com novos sabores
Entre as expositoras está Emily Bueno, 45 anos, moradora de Ouro Fino Paulista.
A empreendedora transformou receita criada com a ajuda da tia em uma oportunidade de renda.
A farofa, inicialmente preparada para acompanhar feijoada e outros pratos, ganhou, além disso, novos sabores a partir dos pedidos de amigos e familiares.
Assim, há três anos tornou-se seu empreendimento materno.
“Eu fui buscando maneiras de trazer algo para agregar na receita de casa. Quando vi que as pessoas gostaram e começaram a me pedir, fui investindo nisso. Hoje é o meu empreendimento materno”, conta, em resumo.
A empreendedora explica, além disso, que o negócio também surgiu como uma forma de conciliar trabalho e maternidade.
Para ela, iniciativas que aproximam mulheres empreendedoras são importantes não apenas para ampliar a divulgação dos produtos, mas também para criar uma rede de apoio e troca de experiências.
“Quando a gente foi para esse grupo do projeto Mulheres de Ouro Fino, tivemos a oportunidade de conversar com outras pessoas e trocar muitas experiências. Uma foi ajudando a outra, com dicas sobre estrutura, barraca, mesa e divulgação. O fortalecimento do empreendimento é uma coisa muito importante nesse tipo de iniciativa”, destaca, da mesma forma.
Experiência pessoal
Idealizadora do projeto Mulheres Empreendedoras, Deise Monteiro conta que a iniciativa surgiu a partir de sua experiência com artesãos e cursos gratuitos voltados à comunidade de Ouro Fino.
A relação com o artesanato, no entanto, também nasceu de uma experiência pessoal de superação.
Após enfrentar um período delicado de saúde e retirada de tumores, Deise encontrou no pontilhismo uma forma de ocupar o tempo, se expressar e se reconstruir.
Desde 2014, mantém a prática, que passou a fazer parte de sua trajetória.
A ideia de criar uma feira na região foi elaborada inicialmente por volta de 2018, mas acabou sendo deixada de lado.
Neste ano, o projeto foi retomado e ganhou a participação de mulheres empreendedoras e artesãs da região.
Para ela, a proposta também busca criar uma rede de apoio, estimular a divulgação dos trabalhos e oferecer um espaço de convivência e troca entre as participantes.
“O principal ponto é que isso também é uma terapia para essas mulheres. Cada uma tem uma história. Algumas estão fazendo para sustentar a casa, outras para sair de algum problema. Elas precisam mostrar o que fazem e precisam ser elogiadas”, destaca.
A proposta é que a Feira Mulheres de Ouro Fino tenha continuidade e passe a acontecer uma vez por mês.
As próximas edições devem continuar sendo realizadas, em conclusão, no espaço da tradicional feira livre de Ouro Fino Paulista, na Rodovia Índio Tibiriçá (SP-031).













