A icônica camisa do Rei é, acima de tudo, uma das atrações da instituição para a Copa do Mundo.
Se a camisa amarela da Seleção Brasileira virou um ícone global, muito se deve, em primeiro lugar, à Copa de 1970, em que o Brasil se sagrou tricampeão em uma campanha impecável.
Em campo, o destaque, é claro, foi Edson Arantes do Nascimento, Pelé, autor de um dos quatro gols brasileiros na final contra a Itália.
A partir de 19 de maio de 2026, portanto, o público poderá ver de perto a camisa usada pelo Rei do Futebol naquela partida, mais de meio século atrás.
O manto canarinho volta a ocupar, em suma, sua vitrine de honra na exposição principal do Museu, na sala construída em homenagem a Pelé.
No Estádio do Pacaembu, o Museu é, além disso, uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Este uniforme faz parte, da mesma forma, do acervo do Museu desde sua inauguração, em 2008.
A conservação de têxteis é um desafio constante, pois os materiais são suscetíveis à ação de agentes externos como luz e a gravidade.
Por isso, para garantir sua conservação adequada, a camisa é periodicamente tirada da vitrine para ser analisada detalhadamente.
Nesse momento, ela passa por procedimentos de limpeza e um período de “descanso”.
Com estes cuidados, ela ficará preservada, portanto, por mais tempo e poderá continuar sendo elo entre o público e a memória da Seleção Brasileira tricampeã.
Fazendo par com a camisa de Pelé, será exibida em uma vitrine ao ladouniforme da Copa de 1994 assinado pelos jogadores tetracampeões.
Amarelinha
A presença destas camisas na exposição não é coincidência: além da Copa do Mundo FIFA de futebol masculino de 2026, que começa em breve, o Museu do Futebol abre em 22 de maio a exposição temporária Amarelinha que conta, justamente, a história da camisa amarela da Seleção Brasileira.
Além dos dois uniformes na exposição principal, o público poderá ver mais 18 camisas raras usadas por ídolos brasileiros de várias gerações nas Copas de 1958 a 2022.
Enquanto a camisa de Pelé da final de 1970 descansa, o Museu aproveita para exibir outros itens hstóricos.
Todos eles emprestados por colecionadores ou por atletas e ex-atletas.
O momento da troca é sempre muito especial para o Museu do Futebol, mobilizando profissionais de museologia, operações, montagem e comunicação.
Poucas pessoas estão habilitadas a tocar nos uniformes e sempre usando luvas e técnicas apropriadas.
Esse processo será mostrado, em conclusão, nas redes sociais do Museu.
Museu do Futebol
Praça Charles Miller, s/n – Pacaembu – São Paulo
De terça a domingo, das 9h às 18h (entrada permitida até as 17h)
Toda primeira terça-feira do mês, até as 21h (entrada até 20h)
R$ 24,00 (inteira) e R$ 12,00 (meia)
Crianças até 7 anos não pagam
Grátis às terças-feiras
Garanta o ingresso pela internet:
Estacionamento com Zona Azul Especial — R$ 6,95 por três horas
