Em celebração ao Dia do Autismo, TEAcolhe recebe ação especial de terapia assistida com animais

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Foto: Johnn Menezes/PMSBC

Cães terapeutas Amora e Chwe interagiram com pacientes e familiares; atividade tem impactos positivos comprovados no desenvolvimento de crianças com autismo

Quem resiste a um carinho em um cachorrinho? O que para a maioria das pessoas é um gesto corriqueiro, para quem convive com o TEA (Transtorno do Espectro Autista) pode ser um grande desafio. O contato com animais é extremamente benéfico para essa população e foi por isso que nesta sexta-feira (10.04), no período da manhã, os cães terapeutas Amora e Chwe estiveram no TEAcolhe, em São Bernardo, para momentos de interação com os pacientes e seus familiares. A atividade integrou as ações de celebração do Dia Mundial do Autismo, comemorado em 2 de abril.

Os dois cãezinhos, acompanhados e instruídos por suas tutoras, a fisioterapeuta Charliane do Vale Batista e a fonoaudióloga Camila Mantovani Domingues, ambas profissionais da Atenção Básica de São Bernardo, circularam pelos corredores e consultórios do equipamento de saúde, especializado no atendimento de crianças e adolescentes com TEA (Transtorno do Espectro Autista). Crianças que até então nunca haviam conseguido se aproximar de um cachorro se arriscaram a passar a mão, pegar no colo e brincar com os animaizinhos. O que parece apenas uma brincadeira tem efeito poderoso, conforme explicam os especialistas.

Melhora comprovada

Trabalhando com terapia assistida com animais há pelo menos 20 anos e autora de um livro sobre o tema, a fonoaudióloga Camila explica que o contato com os animais estimula a interação e a comunicação de crianças com autismo. “A gente já tem muitos dados que comprovam uma série de melhoras na comunicação, na interação social, um aumento do campo verbal quando o cão está presente e redução no uso de recursos públicos, porque reduz tempo de terapia, pois há uma evolução mais rápida do quadro”, citou. 

Mãe do pequeno Pedro Henrique, de 6 anos, Ana Paula Oliveira Barbosa, 42, celebrou a oportunidade de o filho estar com os cachorros. “Ele tem bastante vontade de ter um”, contou. Em acompanhamento há cerca de seis meses no TEAcolhe, a criança tem apresentado grande evolução, relatou a mãe. “O desempenho na escola melhorou, depois de muita espera ele passou em consulta com neuropediatra, houve ajustes na medicação. Só tenho a agradecer todo tratamento que ele tem recebido”, afirmou a moradora do bairro Ferrazópolis.

A terapeuta ocupacional do TEAcolhe, Bárbara Rayssa da Silva Barros, relatou que muitas mães ficaram surpresas positivamente com a reação dos filhos diante dos cães. “Quando a gente mostrou as fotos, os vídeos, das crianças com os cachorrinhos, algumas até relataram que hoje mesmo tiveram que desviar de um cachorro por medo. Então a abordagem das profissionais foi ótima, respeitando os limites das crianças, dos cachorros”, pontuou. “De forma lúdica, a gente usa a presença dos cachorros como um elemento facilitador da terapia, e isso auxiliar em diversas áreas, na alimentação, nas atividades diárias como escovar o cabelo. E isso é muito positivo”, explicou.

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